<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750</id><updated>2011-08-05T16:56:02.448-03:00</updated><title type='text'>Kendorrhea</title><subtitle type='html'>Random thoughts about kendo, iaido and similar arts, in three languages: Portuguese, English and Japanese. Mainly Portuguese now, though English and Japanese may (will) appear randomly at times.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://kendorrhea.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-6769517510266364586</id><published>2011-08-03T23:57:00.006-03:00</published><updated>2011-08-04T12:01:54.211-03:00</updated><title type='text'>Nakayama Hakudô e o kamae (postura) de Jôdan</title><content type='html'>Acho que a maioria das pessoas que já praticaram kendô ou iaidô alguma vez na vida já ouviu falar de Nakayama Hakudô (1872-1958). Foi um dos grandes mestres de kendô, iaidô e jodô no período imediatamente antes da Segunda Guerra Mundial. Ele foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hanshi&lt;/span&gt; , título máximo da Dai Nippon Butokukai - ao contrário de hoje, na época o título de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hanshi &lt;/span&gt;estava acima dos graus, portanto não havia coisas como 8o dan &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hanshi&lt;/span&gt; e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nakayama chegou a publicar algumas obras, assim como o mestre dele, Negishi Shingorô, representante (Sôke) do estilo Shintô Munen-ryu. Mas muita coisa permaneceu na oralidade, até que o filho dele, Nakayama Zendô (Yoshimichi/Nobukichi) compilou os ensinamentos de seu pai. Só que, ao contrário do pai, Nakayama Zendô "deixou de existir" no mundo do kendô após a Segunda Guerra e por causa disso, essa compilação permaneceu totalmente ignorada por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só no final da década de 80 que Inamura Eiichi, um dos discípulos de Nakayama pai e filho, trouxe esse material para o público. E a revista Kendo Nippon, da edição de abril de 1988, revelou alguns trechos desse material. Tem muita coisa interessante, mas desta vez gostaria de apresentar apenas um pequeno trecho referente ao uso do jôdan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se atualmente o jôdan é um kamae que não é tão raro de se ver (basta citar o exemplo do Shôdai), antigamente era um kamae de exigências extremamente elevadas. E Nakayama Hakudô critica justamente a ignorância que se passou a ter com relação à verdadeira natureza do jôdan. É essa parte que está traduzida a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução é minha, como de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;===================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jôdan&lt;/span&gt; se refere a um kamae (postura) extremamente imponente e dominador, insuflando o medo no oponente através de uma pressão tal que suas técnicas, seu espírito e sua força ficam completamente anuladas, não restando outra alternativa ao adversário exceto sacrificar a sua própria vida em um último ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se chegar a este nível, é imprescindível passar e sobreviver por provações extremamente árduas e rigorosas durante o treinamento. É um kamae tal que somente pode ser compreendido por aqueles que alcançaram o nível de mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa jamais pode assumir este kamae só porque treinou meros trinta, quarenta anos. O jôdan dessas pessoas sempre está cheio de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;suki &lt;/span&gt;(abertura para ataque) e, para piorar, essas pessoas ficam avançando e recuando, indo para frente e para trás de forma extremamente patética, esperando por uma oportunidade fortuita para ter a sorte de acertar um golpe. Isso não é jôdan. Isso nada mais é do que ficar com a espada sobre a sua cabeça. Desde os tempos antigos, chama-se a isso de "jôdan de espantalho". [N.T.: ou seja, assim como um espantalho, só tem pose.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma ideia, na época em que eu estava na ativa (até a primavera de 1944), subdividia-se o grau máximo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hanshi&lt;/span&gt; em quatro níveis, de A (máximo) a D (mínimo). E apenas um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hanshi&lt;/span&gt; nível A conseguia usar o jôdan - e ainda mal e mal, tal a exigência que esse kamae possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, apenas aqueles de mais elevada capacidade podem efetivamente utilizar esse kamae. Assim sendo, um praticante imaturo utilizar este kamae sofisticado contra o seu mestre ou contra os companheiros mais velhos de treino é de uma falta absurda e abismal de respeito e é também uma prova irrefutável da sua arrogância monumental. Gostaria de deixar claro de que uma atitude dessas demonstra que está fazendo de um completo idiota a pessoa à sua frente, com consequências extremamente graves. Acho que agora é possível entender por que antigamente as pessoas pediam desculpas, falando "goburei shimasu" [N.T.: literalmente, "peço desculpas pela falta de respeito"] antes de entrar em jôdan, mesmo diante de uma pessoa do seu nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem muitos outros fatores envolvidos, mas gostaria de parar aqui com as minhas críticas e pedir para que as pessoas estudem e se aprofundem mais. Gostaria apenas de dizer que o treinamento não deve pensar apenas em golpear a pessoa à sua frente. Existem muitas outras coisas essenciais além do golpe em si e elas devem ser levadas em consideração quando do treino. (...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-6769517510266364586?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/6769517510266364586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/6769517510266364586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2011_08_01_archive.html#6769517510266364586' title='Nakayama Hakudô e o kamae (postura) de Jôdan'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-1808166050787210959</id><published>2011-05-23T21:52:00.006-03:00</published><updated>2011-05-23T22:42:14.060-03:00</updated><title type='text'>O significado das dobras/pregas do hakama</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois de... nada menos do que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DOIS ANOS E TRÊS MESES&lt;/span&gt;, finalmente um post novo neste blog. Eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;DUVIDO &lt;/span&gt;que ainda tenha alguém lendo, mas enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro que eu estava escrevendo finalmente foi publicado (quem sabe, sabe). E agora resolvi criar vergonha na cara e escrever algo novamente aqui. Sinceramente, ainda não sei como é que este blog ainda não foi apagado! Nem me lembrava da senha para acessar isto aqui, tive que configurar uma senha nova...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, deixando isso de lado e deixando de lado também as traduções dos artigos que estou devendo para este blog, este post serve para esclarecer algumas coisas sobre um assunto que de vez em quando vem à tona: as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dobras (pregas) do hakama&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, sobre o hakama em si: o hakama usado normalmente nas artes marciais é do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;umanori&lt;/span&gt;, ou seja, próprio para montar a cavalo. Por isso que ele se parece com uma calça "ultra-baggy". Existem outros tipos de hakama - o tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;andon  &lt;/span&gt;é de fato uma saia. Existia também um hakama inspirado nos trajes ocidentais - não por acaso, chamado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;karusan&lt;/span&gt;, a versão japonesa para o bom e velho calção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como os vincos das calças sociais dos dias de hoje, os vincos do hakama têm uma função bastante prática: facilitar a dobragem e seu armazenamento. Quem tem um hakama com as pregas sumindo ou defeituosas sabe bem a dificuldade de dobrar direitinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, originalmente as dobras tinham um significado meramente prático. A atribuição de significados a elas é algo posterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que as dobras supostamente simbolizam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, é importante saber quantas pregas existem no hakama. Elas são &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cinco &lt;/span&gt;na frente, sendo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;três &lt;/span&gt;do lado (perna) esquerdo e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dois &lt;/span&gt;do lado (perna) direito. E &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um ou dois&lt;/span&gt; vincos atrás, dependendo da interpretação. Geralmente, assume-se que tenha apenas uma prega atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que essa divisão entre o lado esquerdo e o lado direito? Porque está de acordo com a teoria do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yin-yang&lt;/span&gt;. Nesse pensamento, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yin&lt;/span&gt; é representado pelo lado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;direito &lt;/span&gt;e pelos números &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pares&lt;/span&gt;, enquanto que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yang&lt;/span&gt; é representado pelo lado &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esquerdo &lt;/span&gt;e pelos números &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ímpares&lt;/span&gt;. O motivo por trás disso já começa a fugir um pouco do escopo deste post. Mas isso explica por que são três à esquerda e dois à direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que significam as cinco pregas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem várias interpretações, como por exemplo a de que elas representam o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gokoku Hôjô&lt;/span&gt;, ou seja, a fartura. Cada prega representaria um dos cinco cereais que compõem o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gokoku&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no kendô (e em outras artes marciais), as cinco pregas representam o chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gorin Gojô no oshie&lt;/span&gt;, ou seja, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;o "ensinamento das cinco relações e das cinco virtudes permanentes". Isso é uma influência mais do que direta do Confucionismo. Quem tiver familiaridade com os Analectos, certamente vai reconhecer tudo o que está sendo falado aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar com as "cinco virtudes permanentes" (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gojô&lt;/span&gt;). Não sei por que cargas d'água, as pessoas (principalmente fora do Japão) tendem a associar virtudes livremente às pregas do hakama, quando na verdade são cinco virtudes muito bem definidas. Em ordem, elas são:&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jin&lt;/span&gt;, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grandeza humana&lt;/span&gt; (que engloba outras virtudes como a compaixão);&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gi&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;senso de dever&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rei&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;respeito&lt;/span&gt; (que inclui também a etiqueta);&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chi&lt;/span&gt;, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sabedoria&lt;/span&gt;;&lt;br /&gt;- e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Shin&lt;/span&gt;, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;confiança&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São essas as cinco virtudes de um ser humano. As traduções das virtudes são bem aproximadas. Uma tradução mais correta delas exigiria explicações mais aprofundadas, o que acabaria por desviar o foco deste post. Quem conhece Confucionismo a fundo deve explicar melhor do que eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe também uma classificação em que são citadas apenas três, quais sejam o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chi &lt;/span&gt;(sabedoria), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jin &lt;/span&gt;(grandeza humana) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yû &lt;/span&gt;(coragem). Essa classificação também é muito usada em artes marciais, aparecendo inclusive no kendô kata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de um modo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MUITO&lt;/span&gt; genérico e tosco, uma pessoa que manifestasse essas cinco virtudes constantemente ficaria inserido na sociedade de forma que as suas cinco relações interpessoais possíveis se tornassem naturalmente corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quais seriam as cinco relações? Elas são:&lt;br /&gt;- a fealdade entre senhor e súdito (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kunshin no Gi&lt;/span&gt;);&lt;br /&gt;- a familiaridade entre pai e filho (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fushi no Shin&lt;/span&gt;);&lt;br /&gt;- a diferença entre marido e mulher (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fûfu no Betsu&lt;/span&gt;);&lt;br /&gt;- a ordem entre o mais velho e o mais novo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chôyô no Jo&lt;/span&gt;);&lt;br /&gt;- a confiança entre os amigos (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meiyû no Shin&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o que significa a prega da parte de trás do hakama? Ela significa a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;retidão&lt;/span&gt; do(a) praticante, ou seja, a sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;integridade moral&lt;/span&gt;. Os japoneses se referem a isso como "não ter dois corações".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é um simbolismo para servir de estímulo e de alerta para o praticante dentro do seu treinamento marcial, para jamais se esquecer do seu aprimoramento interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que isto ajude a explicar bem por alto os símbolos associados ao hakama. Tem mais coisas, mas acho que por enquanto já está mais do que suficiente...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-1808166050787210959?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/1808166050787210959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/1808166050787210959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2011_05_01_archive.html#1808166050787210959' title='O significado das dobras/pregas do hakama'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-7435354073502236624</id><published>2009-02-20T23:55:00.005-03:00</published><updated>2011-08-04T12:01:23.786-03:00</updated><title type='text'>Considerações do sensei Ogi Manboku</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu sei que ainda estou devendo as outras partes do artigo sobre a internacionalização do kendô. Mas antes disso, gostaria de disponibilizar algumas considerações muito interessantes, feitas pelo sensei Ogi Manboku, 9o dan Hanshi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ogi sensei nasceu em Fukuoka em 1897, dominou os estilos Katôda Shinkage-ryû e Tsuda Ichiden-ryû aos 18 anos. Formado em kendô pela Dai Nippon Butokukai, discípulo do Hanshi Naitô Takaharu. Professor da Kokushikan em 1939, participou do shiai perante o Imperador em 1940. Imagino que ele já tenha falecido agora. Caso contrário, ele deve estar com 102 anos de idade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista Kendo Jidai publicou dois artigos com ele, sob a forma de bate-papo. Os artigos possuem algumas colocações interessantíssimas feitas por Ogi sensei e Egami Goro sensei, que acompanhou junto o bate-papo. E gostaria de disponibilizar aqui alguns trechos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artigos estão publicados nos números 8 de 9 da revista Kendo Jidai, de 1987. A tradução é minha, como de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;====================================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) Eu disse ao Narazaki[1]: você morreu uma vez. Você morreu e renasceu. Quando você pratica zen, você é capaz de morrer com o mesmo espírito de Dôgen e Hakuin[2]. Esse é o ponto importante do kendô. Se você chegar nesse nível, você não precisa mais praticar zazen. Esse é o nível que o kendô te leva. Se você não errar nesse ponto, eu não tenho mais nada a dizer.(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) As pessoas de hoje em dia, independentemente da sua graduação, só treinam para ter uma boa aparência e causar uma boa impressão. Elas não tem o kendô que deveriam construir para si mesmas.(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...)Os kendoka de hoje em dia, desde os de grau mais elevado até os de grau mais baixo, não treinam de verdade.(...) O verdadeiro kendô nasce de um treinamento levado às últimas conseqüências. E através de um treinamento rigoroso, é possível construir um espírito inabalável e um caráter de respeito.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu treinei durante três anos, dos 18 aos 20 anos, na sede da Butokukai[3]. O treino daquela época é algo inimaginável às pessoas de hoje. Pode-se dizer que nós realmente púnhamos a nossa vida em jogo no treino. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, não treinam mais de verdade, ou seja, não treinam mais colocando a sua vida em jogo, ao contrário das pessoas de antigamente. Bom, não é exatamente um bom exemplo, mas imagine que o adversário veio com um tsuki. Então, você também também dá um tsuki, para não perder dele. Cada men, cada tsuki, cada golpe era como se fosse uma luta de verdade com espadas de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo, você fica com medo do tsuki. Mas se você persevera no treinamento, você deixa de sentir medo. Você tem que estar livre do medo e do terror sempre, independentemente do adversário. E isso é fruto do treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas de hoje em dia não treinam dessa forma. E mesmo assim, elas ensinam as pessoas. Isso é algo que causa ainda mais problemas. Veja um sandan dos dias de hoje. Ele é muito pior do que um shodan de antigamente, mas ele já vira um sensei e passa a ensinar às pessoas. Por isso, só fica trocando golpes, como se bastasse golpear para tudo estar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a pessoa que ensina vem com essa postura de trocar golpes, então a pessoa que aprende vai achar que isso é o kendô. É por isso que o treino não gera um bom kendô.(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...)(Egami sensei diz) Bom, é melhor praticar o kendô como ele é hoje do que não praticar nada. Mas o kendô das pessoas de hoje está longe do Caminho. Mas o que está errado? O treinamento atual não é o treinamento de verdade, sim. Mas acima de tudo, o espírito do kendô, a essência de tudo, não está verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo seres humanos, é compreensível que as pessoas desejem obter graduações, honrarias e posição social. Mas essa ânsia está muito exagerada. Temos que começar corrigindo esse ponto. Por outro lado, se começar a implicar muito, ninguém mais pratica kendô. Por isso, precisa-se de tempo para construir um bom kendô, um ambiente digno para o kendô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu falei agora vale tanto para o mundo da política quanto para o mundo da educação. Esse é o estado em que o mundo está agora. Mas pelo menos, gostaria que as pessoas do kendô se dedicassem ao aprimoramento pessoal, priorizando mais a parte interior do ser humano.&lt;br /&gt;Isso é algo muito importante, mas os senseis da antiga não verbalizam em palavras. Eles não querem verbalizar. Mas eu acho que eles têm o dever de falar sem reservas sobre essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)(Ogi sensei diz) Sim, deve-se dizer o que deve ser dito. Um kendoka não pode ficar sem falar o que precisa ser falado, com medo de receber represálias. Pelo menos, as pessoas do 8o dan para cima, devem dizer claramente a verdade incontestável, usando palavras das quais o universo inteiro não se envergonharia. E isso é algo muito importante para melhorar o kendô de atualmente.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, até as crianças do primário dizem coisas como 'eu não sei tal coisa, porque não me ensinaram' ou 'eu não sei tal coisa porque nunca me falaram'. Isso, no final das contas, vem da falta de treinamento para aperfeiçoamento como ser humano."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) Já faz um bom tempo, mas certa vez, eu disse em uma reunião: 'imaginem que tem dois kendoka, que mantêm um bom &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maai &lt;/span&gt;entre eles. E um deles vence no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seme &lt;/span&gt;e passa a pressionar o adversário. Este não consegue mais se manter no seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maai &lt;/span&gt;e retrocede três, cinco passos. Se isso acontecer, aquele que recuou deve dizer 'eu perdi'. E os árbitros, ao verem essa situação, devem dar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ippon &lt;/span&gt;àquele que pressionou'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu defendi isso, mas uma certa pessoa disse: 'sensei Ogi, mas isso não é viável. Como é um shiai, você tem que golpear o adversário. O ponto tem que ser válido por golpear o adversário, e não o contrário.'. Esse foi o argumento que me foi dado.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Olha, no kendô, no caso de um bushi, uma vez que você saca a espada, você tem que matar o adversário. Mas o verdadeiro kendô consiste em você ser capaz de levar a uma situação em que você não precise mais matar o adversário. Não é? A pessoa que falou aquilo para mim não entende essa verdade.(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...)Você não pode criar nenhuma espécie de mal. Para isso, você precisa da coragem correta. E, para desenvolver a coragem correta, você precisa treinar corretamente. Acertar o oponente usando de subterfúgios, ou usar de técnicas e estratégias para vencer o shiai não é o treino correto. Você pode fazer essas coisas a sua vida inteira, mas você nunca vai ser capaz de desenvolver a coragem correta em benefício de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você tem a certeza correta de que está fazendo a coisa certa, então você ganha uma coragem inabalável e não recua diante de nada. Mas, para isso, você precisa do desenvolvimento adquirido através de um treinamento correto.(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, você pode treinar o quanto quiser para aprimorar suas técnicas para ganhar shiai. Você pode treinar o quanto quiser nas suas habilidades em golpear o oponente. Tudo isso não passa de ken&lt;span style="font-style: italic;"&gt;jutsu&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;técnicas &lt;/span&gt;de espada. Todo o seu treino fica limitado a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;técnicas&lt;/span&gt;. Somente quando você tira essa sujeira chamada "técnica" da sua espada é que aparece o "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;caminho&lt;/span&gt;" da espada. Claro que falar é fácil, fazer é difícil. Mas eu empenhei a minha vida para chegar a esse ponto.(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) Muito tempo atrás, quando o Saimura sensei[4] ensinou Kendô Kata, ele disse: 'em princípio, o Kendô Kata é um conjunto de movimentos pré-estabelecidos executados a duas pessoas. Mas o kata é um shiai. Você tem que executar o Kendô Kata como se fosse uma luta de verdade.'(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) O Kendô Kata não pode ser modificado em nenhuma circunstância. Não é algo para ser modificado. Eu ouvi boatos dizendo que as pessoas da comissão de kendô kata haviam mudado algumas coisas do kata, para falar que fizeram alguma coisa. Isso não foi nada bom. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O repórter pergunta) Existiria alguma situação em que o Kendo Kata poderia ser mudado?(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ogi sensei responde) Não existe absolutamente ninguém nos dias de hoje que entenda kendô tão bem a ponto de ser capaz de mudar o Kendo Kata. Enquanto não surgir um novo Miyamoto Musashi ou um Yamaoka sensei[5], ninguém deve ousar colocar as mãos no Kendo Kata.(...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;====================================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;[1] Masahiko Narazaki, 9o dan hanshi, discípulo de Ogi.&lt;br /&gt;[2] Dôgen: fundador do Budismo Soto Zen. Hakuin: um dos maiores monges do budismo zen da ordem Rinzai.&lt;br /&gt;[3] Dai Nippon Butokukai, a organização que regia as artes marciais tradicionais japonesas antes da Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;[4] Saimura Goro, 10o dan hanshi.&lt;br /&gt;[5] Yamaoka Tesshû, um dos maiores espadachins da Era Meiji.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-7435354073502236624?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/7435354073502236624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/7435354073502236624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2009_02_01_archive.html#7435354073502236624' title='Considerações do sensei Ogi Manboku'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-3085577049674086487</id><published>2009-01-11T11:41:00.004-02:00</published><updated>2009-01-11T15:46:13.899-02:00</updated><title type='text'>A internacionalização do kendô - Parte 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse é um trecho de um artigo &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;EXCELENTE &lt;/span&gt;que foi publicado em setembro de 1996, na revista Kendô Jidai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São as opiniões do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hanshi &lt;/span&gt;Inoue Masataka sobre um tema que volta e meia vem à tona: a &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;internacionalização do kendô&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como este ano (2009) teremos o Mundial de Kendô no Brasil, achei que era mais do que oportuno disponibilizar esse artigo em português.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O artigo é divido em três perguntas, quais sejam:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1) O kendô pode participar das Olimpíadas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2) Baseando-se no judô e nas outras modalidades, poderia dar a sua opinião sobre a internacionalização do kendô?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3) O Campeonato Mundial de Kendô pode continuar como está?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Neste post, vou publicar a primeira parte. As outras duas partes serão publicadas mais tarde (espero que não muito mais tarde!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Antes de mais nada, sobre o hanshi Inoue Masataka: Nascido em Fukuoka, em 1907 (suponho que atualmente já esteja falecido - se estiver vivo, é digno de Guiness), é hanshi de kendô e kyôshi de iaidô. Foi, entre outras coisas, Conselheiro do Zen Nippon Gakkô Kendô Renmei, a Federação Japonesa de Kendô Estudantil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E vamos para o artigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;=========================================&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;--- 1) O kendô pode participar das Olimpíadas? ---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para que os jovens possam sonhar, e para que os membros possam ter esperanças, atualmente (N.T.: isso em 1996, mas não deve ter mudado muito desde então) há várias iniciativas para a internacionalização do kendô, incluindo a inclusão do kendô como modalidade olímpica e a difusão mais pró-ativa do kendô fora do Japão. Entretanto, a minha conclusão sobre este tema é de que a participação do kendô nas Olimpíadas é algo impossível de acontecer. Mais do que isso, eu acredito que, baseando-se na essência do kendô, ele não pode nem deve participar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por quê? Como todos sabem, as Olimpíadas são regidas pela Carta Olímpica, que compreende todas as diretrizes fundamentais relativas aos Jogos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, no primeiro capítulo da Carta, está escrito que "os Jogos Olímpicos serão realizados a cada quatro anos, sendo que o evento deverá convidar atletas do mundo todo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dentro das condições e situações mais equânimes possíveis&lt;/span&gt;". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essas "condições e situações mais equânimes possíveis" significam a igualdade da difusão e da força da modalidade. Entretanto, no caso do kendô, há pouquíssimos países que oferecem a prática e há um desnível extremamente significativo em termos de população e nível de habilidade, de acordo com cada país. Assim, o kendô não preenche as condições para ser considerado uma modalidade olímpica, sendo o motivo principal para a sua não-inclusão nos Jogos Olímpicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(N.T.: A Carta Olímpica (Olympic Charter) parece ter sido alterada desde então. O documento disponível atualmente no site do COI não faz nenhuma mênção a esse trecho a que o hanshi se refere. Vide  &lt;a href="http://multimedia.olympic.org/pdf/en_report_122.pdf"&gt;http://multimedia.olympic.org/pdf/en_report_122.pdf&lt;/a&gt; )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo que o kendô possa solucionar a difícil questão da falta de difusão em muitos países, o kendô possui uma característica inerente que impossibilita de maneira definitiva a sua inclusão como modalidade olímpica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essa característica é "ausência de critérios absolutos para o ippon".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Jogos Olímpicos são uma competição extrema, em que a diferença entre cada competidor é milimétrica. Por outro lado, o kendô possui uma visão bem menos extrema, em que um golpe pode ou não valer um ponto. Dada essa visão, é impossível que ele possa sobreviver aos embates ferrenhos entre os países, que podem ser vistos durante os Jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro das modalidades olímpicas, há algumas cuja presença é obrigatória, como as modalidades atléticas, aquáticas e ginásticas. Mas os demais podem ser adicionados ou descartados de acordo com as decisões do COI (Comitê Olímpico Internacional). Assim, mesmo modalidades recentes como o judô podem virar modalidades olímpicas, desde que tenham o aval de países poderosos, como os Estados Unidos e a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o kendô está em uma situação completamente distinta com relação ao judô. Comparativamente ao judô, o kendô possui uma difusão, compreensão e interesse muito reduzidos dentro da população mundial. E é muito lógico afirmar que a participação do kendô nos Jogos Olímpicos é um sonho muito distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que há a esgrima ocidental, uma modalidade que foi inclusa nos Jogos Olímpicos desde cedo. Ela possui três categorias: sabre, florete e espada, sendo que o sabre é o mais similar ao kendô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo o sabre da esgrima ocidental possui diferenças fundamentais com o kendô, quais sejam a postura interior, a atitude com que uma luta é realizada, e a forma como a arbitragem é feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um kenshi obtém um ponto (ippon) quando ele acerta o espírito do oponente. Por outro lado, na esgrima, o esgrimista obtém um ponto quando causa um toque, um impacto determinado no corpo do oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, em uma luta de esgrima podem ser vistos cabos diversos, que detectam o impacto da arma no corpo do oponente e acendem uma luz para marcar o ponto. Não há nenhuma presença de elementos mais espirituais, como o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seme&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kuzushi &lt;/span&gt;ou ainda o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kyojitsu&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(N.T.: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seme &lt;/span&gt;é a energia e a postura de ataque, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kuzushi &lt;/span&gt;é a desestruração física e mental do adversário e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kyojitsu &lt;/span&gt;é o conceito de vazio e cheio. Todos são conceitos básicos e muito presentes no kendô)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a diferença fundamental entre o kendô e a esgrima olímpica. A esgrima possui um critério objetivo e absoluto de pontuação - a lâmpada acesa - e assim a arbitragem pode sempre ser feita de maneira clara. Assim, ela pode ser inclusa sem problemas nos Jogos Olímpicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todavia, o kendô não possui critérios objetivos e absolutos de pontuação e a decisão sobre quem é o vencedor é sempre feita de forma subjetiva e freqüentemente obscura para os leigos. Assim, é impossível que o kendô seja incluído em um evento tão competitivo quanto as Olimpíadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Além disso, como eu já escrevi, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;eu acredito que, baseando-se na essência do kendô, ele não pode nem deve participar nos Jogos. Isso porque há o risco do kendô se tornar puramente competitivo, implodindo pela base o espírito que rege o kendô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho esse sentimento a cada vez que eu assisto às lutas de judô olímpico. O judô de antigamente era algo realmente belo e forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois lutadores se postavam altivos como árvores de cedro, segurando firme no colarinho e na manga, atacando e não deixando ser atacado. E o golpe decisivo, executado quando a energia do lutador atingia o máximo, era algo maravilhoso que enchia os olhos, fazendo-nos entender como deveria ser uma arte marcial tradicional japonesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse golpe decisivo (ippon) era a essência do treinamento de vários anos e era uma manifestação da atitude decisiva, na qual se empenhava a sua própria vida, uma característica bastante nipônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o judô de atualmente (N.T.: 1996 - não mudou muito desde então) luta de uma forma que nós leigos não conseguimos aceitar muito bem. Os lutadores não tentam projetar o adversário desde o começo. Ao contrário, eles mantêm seus quadris bem longe do oponente, tentando puxá-lo para o chão e dominá-lo utilizando a força bruta. Há muita coisa no judô atual que eu creio que levaria às lágrimas o sensei Kano (N.T.: Jigoro Kano, fundador do judô Kodokan) e o judô tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo o judô mudou completamente quando foi para os Jogos Olímpicos. Imagine se o kendô for para as Olimpíadas e passar a ser puramente competitivo? Eu tremo só de pensar no quão horrendamente desfigurado ficaria o kendô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que o kendô é um embate para pessoas de elevada nobreza. Ele é um combate travado entre dois espíritos. Ter uma atitude de batedor de carteiras, tentando roubar um ponto a qualquer custo é algo muito distante do kendô e muito distante do desenvolvimento interior que o kendô deve propiciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver essa bela chama do espírito do kendô ser apagada impiedosamente no grande palco mundial que são os Jogos Olímpicos é o que mais me deixaria triste e é algo que deve ser impedido a todo custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O kendô sem alma é um canário que não sabe mais cantar. Um kendô cuja essência for deturpada e cuja tradição for extinta é algo que não possui nenhum valor e não merece existir. Deve-se evitar a todo o custo para que a emenda não saia ainda pior que o soneto, no que os japoneses dizem como "matar o boi ao remover seus chifres".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos é admissível que matemos o kendô ao removermos a sua essência para que possa ser admitida como uma modalidade olímpica. Não devemos nos deixar seduzir pelas trombetas olímpicas; ao contrário, agora é a hora de contemplarmos silenciosamente a beleza tradicional que é inerente ao kendô.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;=========================================&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esse é o fim da primeira questão. Depois eu pretendo postar as demais partes desse artigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-3085577049674086487?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/3085577049674086487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/3085577049674086487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2009_01_01_archive.html#3085577049674086487' title='A internacionalização do kendô - Parte 1'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-115820741373943653</id><published>2006-09-14T00:59:00.001-03:00</published><updated>2009-01-11T11:39:29.927-02:00</updated><title type='text'>Texto PUBLICADO NO BRASIL sobre kendô EM 1940</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de uma longa pausa, um novo post. Novamente, é um post que está no Orkut, mas como nem todos têm acesso, disponibilizei aqui também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, acho melhor dar umas explicações preliminares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da Segunda Guerra Mundial, não existia a Confederação Brasileira de Kendô (CBK). O que existia era uma organização chamada&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Hakkoku Jûkendô Renmei &lt;/span&gt;伯国柔剣道連盟&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;("Federação de Jû(dô)kendô do Brasil"), que congregava as duas artes marciais japonesas mais proeminentes na época: judô e kendô. A separação, no Brasil, do judô e do kendô, aconteceu somente depois da WWII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, pouquíssimas pessoas hoje conhecem ou até mesmo têm uma idéia de como eram as coisas daquela época. Principalmente sobre o kendô, existem poucas informações disponíveis - uma das pouquíssimas fontes de informação é o site da Kendô Brasil, mas mesmo lá existem poucas informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da distância geográfica entre Brasil e Japão, os treinos aqui eram equiparáveis aos treinos do Japão. O motivo era bem simples: &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;TODOS &lt;/span&gt;os senseis eram japoneses e foram treinados lá. Só para citar alguns nomes, alguns dos senseis mais famosos da época eram Eiji Kikuchi sensei, 5o dan, Matsumaro Sakurada sensei, 3o dan, Midori Kobayashi sensei, 3o dan, Ryûsuke  Murakami sensei, 3o dan. O judô era representado por senseis como Ôkôchi sensei (que depois seria 8o dan de judô Kodôkan). Tinha também o Hayashi sensei, que era praticante de iaijutsu (na época não existia Seitei Iai).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lembrar que o significado das graduações da época também era bem diferente da atual. O 1o dan daquela época (shodan) equivaleria mais ou menos ao 3o dan atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, existiam torneios nacionais de Budô e não somente de kendô ou de judô. Existem algumas anedotas bastante interessantes referentes a esses torneios, mas isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1940, teve o Oitavo Zen-Haku Budô Taikai 第八回全伯武道大会 ("Torneio Brasileiro de Budô"). E, após o torneio, foi publicado um artigo sobre o treinamento em kendô voltado para os iniciantes. Eu fiz uma tradução do artigo e gostaria de disponibilizá-lo aqui. É um texto bastante raro e imagino que seja desconhecido da grande maioria das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de chamar a atenção pela seriedade com que o kendô era tratado na época. Claro que atualmente, o kendô também é tratado de forma muito séria, mas algumas nuances são diferentes. O direcionamento dos treinos e o seu conteúdo dentro do kendô pré-guerra no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brasil &lt;/span&gt;(vamos lembrar que estamos falando do Brasil!) era algo bastante rigoroso e não tinha quase nada de esportivo, sendo realmente uma arte marcial. Existem histórias que reforçam a ênfase dada na época sobre o aspecto da arte marcial e do desenvolvimento interno do praticante. A própria declaração da Hakkoku Jûkendo Renmei na revista "Butoku", publicada pela organização, atesta isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vamos ao artigo de 1940. Espero que o artigo possa dar mais ou menos uma idéia de como o kendô era encarado no Brasil nessa época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando novamente que é um artigo voltado para &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;iniciantes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; DIRECIONAMENTO DO TREINAMENTO PARA OS PRINCIPIANTES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; ANTES DE MAIS NADA, UMA BASE CORRETA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; DEPOIS, O APERFEIÇOAMENTO DO KI[1], DO CORPO E DA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; TÉCNICA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;========&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver o Oitavo Zen-Haku Budô Taikai, existem inúmeras coisas que um iniciante deve ter em mente para poder se desenvolver. Mas, ao invés de focar em medidas práticas, como ter um número constante de treinos ou sempre dar o máximo de si, vamos falar um pouco sobre os pontos básicos principais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;========&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um iniciante costuma ter o sonho de se tornar um "yûdansha" 有段者[2] de renome ou de se tornar um grande espadachim. Entretanto, vestir depois de pouco ou nenhum tempo de treino os equipamentos e começar a lutar não é de forma alguma o caminho do aperfeiçoamento. Muito pelo contrário, isso faz com que os talentos naturais de cada pessoa sejam completamente aniquilados, eliminando a capacidade de desenvolvimento da pessoa. Assim sendo, deve-se sempre ter em mente que devem ser tomados os passos corretos e manter um aperfeiçoamento constante para que se possa ter uma compreensão mais profunda da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho para o desenvolvimento possui três grandes etapas: a primeira é o treino de base; a segunda é o desenvolvimento físico; e o terceiro é o desenvolvimento em paralelo do espírito e das habilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira etapa, que é o treinamento de base, deve-se treinar corretamente a postura, o kamae 構え[3], a movimentação corporal, a forma de empunhar a espada (shinai)[4], a forma de corte e estocada, o uchikomi 打ち込み[5] e o kirikaeshi 切り返し[6] , entre outros aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais longo for este processo, maior vai ser o desenvolvimento que o praticante irá atingir posteriormente. Por outro lado, quando este processo não é muito enfatizado, obviamente o desenvolvimento do praticante será pequeno. Além disso, como este processo é algo que não desperta interesse, é normal que existam pessoas que desistam no meio. Isto deve ser fortemente evitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se formos nos aprofundar nas nuances desta primeira etapa, temos os seguintes fatores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Postura. A postura deve partir do "shizentai" 自然体[ 7], ou seja, mantendo o corpo reto de forma sincera. Os dois cotovelos devem estar levemente estendidos, a parte superior do corpo deve estar apoiada firmemente sobre os quadris, o queixo deve estar retraído e deve-se colocar força no "tanden" 丹田[8]. Os dois ombros devem estar sem força e levemente abaixados, a cabeça deve estar olhando diretamente para a frente. E a posição das pernas deve estar de acordo com o tamanho do seu passo (a perna direita à frente, os dois pés paralelos; a distância entre as pernas deve ser de aproximadamente 3 cm).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Deve-se treinar nesta postura até que se possa avançar e recuar de forma rápida, fluida e leve. A movimentação corporal é importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Deve-se treinar a forma com que se deve segurar a espada (shinai) e posicioná-la com relação ao seu corpo em kamae. Deve-se segurar leve, como se estivesse torcendo um pano. A ponta da espada deve estar na altura da sua garganta e o seu punho esquerdo deve estar a um punho de distância do seu umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este kamae, chamado de "seigan" 正眼[9] influencia profundamente tanto no aspecto técnico quanto no aspecto interior do praticante. Por isso, este kamae deve ser treinado corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) A forma de golpear. Para o primeiro golpe, o "shômen" 正面[10], deve-se segurar a espada, erguê-la sobre a cabeça e cortar verticalmente para baixo. Ou seja, deve-se treinar de forma a corrigir o "hasuji" 刃筋 (ângulo de corte), colocar força no baixo ventre e cortar com toda a energia do corpo e da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O treinamento para cortar o "kote" 篭手[11], o "dô" 胴[12] e o treinamento para o "tsuki" 突き[13] é análogo. É de suma importância neste processo que se aprenda a forma de corte, o "tenouchi" 手の内[14] correto, incluindo a mão que empurra, a mão que puxa e a torção do pano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com um shinai na mão, deve-se sempre agir como se estivesse portando uma espada de verdade para cortar o oponente. Esta é a diferença fundamental entre a verdadeira prática do kendô e uma mera troca de golpes de espadas de bambu. As críticas existentes atualmente (N.T.: estamos falando de 1940!) sobre os rumos que o kendô está tomando certamente são referentes a este ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que os movimentos básicos do corpo e da espada estiverem assimilados, o passo seguinte é o treinamento exaustivo de "uchikomi" e "kirikaeshi" . Este treinamento permite aprimorar a técnica, fortalecer o físico, principalmente dos braços e dos quadris, aperfeiçoar a movimentação corporal, sincronizar o "shin" 心[15], o "ki" 気 e o "riki" 力 (força) e desenvolver um espírito forte, corajoso e inquebrantável. Por isso mesmo, um iniciante deve se lançar a este treinamento com o máximo de vontade, determinação e concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se que somente este treinamento de "uchikomi" e "kirikaeshi" leva de dois a três anos de treinos intensivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda etapa consiste não apenas do aperfeiçoamento das técnicas, mas também do "ki" e do físico. O treinamento passa a ser centrado em meios envolvendo um oponente à sua frente. Começa a surgir aqui o valor e o aperfeiçoamento prático das técnicas. Entretanto, deve-se manter em mente que todas as técnicas devem ser treinadas e assimiladas, sem se ater apenas às suas técnicas preferidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, deve-se pesquisar também o "rigô" 理合[16] das técnicas, treinando sempre contra pessoas mais fortes, ou seja, os mestres e os mais velhos. É vital que se treine muito o "kakarigeiko" 懸かり稽古[17] para que se possa ter uma postura imponente no ataque e para forjar as técnicas. Além disso, suportar o sofrimento deste tipo de treinamento também faz parte do verdadeiro aperfeiçoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, deve-se praticar ocasionalmente o "shiai" 試合, o combate em si, para exercitar os reflexos, a tomada de decisões e a coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira etapa consiste em um burilamento holístico do "ki", do corpo e das habilidades. Nesta etapa, o praticante deve pesquisar e experimentar diversas possibilidades, visando o amadurecimento e a naturalidade das técnicas, colocando todas as suas forças no desenvolvimento do seu espírito para o aperfeiçoamento, refinamento e molde do seu caráter. Apenas a partir deste ponto é que se começa a se adentrar no verdadeiro campo do kendô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o esforço permanente e a motivação/determinação férrea a cada etapa é fundamental, não apenas para os iniciantes, mas para qualquer praticante que busca o caminho e deseja se aperfeiçoar. Em particular, o entusiasmo sincero do iniciante é algo que deve ser alimentado até o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] "Ki" é um conceito que não possui equivalente em português. Literalmente seria "ar", mas neste caso, é um conceito que engloba vários aspectos como energia, atitude e determinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Pessoas graduadas. Seria o equivalente a "faixa preta", em uma tradução bastante pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Formas e posturas de segurar a espada. No caso do kendô, existem cinco posturas fundamentais: Chûdan 中段, Gedan 下段, Jôdan 上段, Hassô 八相 e Wakigamae 脇構え.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] A shinai 竹刀 é o equivalente a uma espada de bambu para treinamento. É bastante interessante notar que o artigo sempre se refere primariamente à katana (espada), deixando a palavra "shinai" sempre entre parênteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Treinamento para golpear o oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Um dos treinamentos mais fundamentais do kendô, consistindo de seqüências de golpes visando a têmpora, entre outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Postura natural, ereta e totalmente relaxada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] A região do triplo aquecedor. Está localizado mais ou menos a três dedos abaixo do umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Atualmente chamado também de "chûdan". Dependendo do estilo, há diferenças entre "seigan" e "chûdan".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] Golpe visando a cabeça do oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] Golpe visando o antebraço do oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12] Golpe visando o torso do oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13] Estocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[14] "Tenouchi" significa literalmente "interior da mão". Não tem um equivalente em português, mas seria o equivalente à dinâmica das mãos e dos pulsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[15] "Shin" ou "Kokoro", seria o equivalente à mente, o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[16] Seriam os princípios que regem a técnica, a sua essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[17] É um dos treinamentos mais exaustivos do kendô, onde o praticante deve atacar sem parar, sem se preocupar com a defesa. &lt;/span&gt;                                    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-115820741373943653?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/115820741373943653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/115820741373943653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2006_09_01_archive.html#115820741373943653' title='Texto PUBLICADO NO BRASIL sobre kendô EM 1940'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-114843693120315559</id><published>2006-05-23T23:11:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T23:15:31.223-03:00</updated><title type='text'>Sabedoria dos Índios Norte-Americanos</title><content type='html'>Sim, eu sei que os índios norte-americanos não têm muito a ver com arte marcial japonesa. Entretanto, as frases refletem muito bem muitos dos ensinamentos que existem no kendô/kenjutsu e artes correlatas, embora utilizem palavras e conceitos diferentes. Por isso, achei que valia a pena colocar essas frases aqui neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Faça com que cada passo que você dê seja uma oração para que você sempre esteja trilhando um caminho sagrado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, em tudo o que você faz, você reverencia com sinceridade Aquele que está no Alto, então você está reverenciando ao Criador. A sua reverência deve ser tratada com respeito, desde que ela não trespasse os direitos do outrem. Você não precisa compreender nem concordar com o outro para respeitar os caminhos que ele trilha. Liberdade de pensamento e de crença devem ser estendidas a todos, não apenas àqueles com quem você concorda.  Há sempre mais de um significado, uma compreensão ou uma voz. O caminho da vida é trilhado lado a lado por muitos. Não é possível conhecer todos os segredos, alegrias e vergonhas dos corações dos outros, assim como não é possível que eles conheçam os seus. Vocês são apenas companheiros de jornada, não juízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a sua vida de forma que o medo da morte jamais encontre abrigo no seu coração e guie os seus passos. Todos os dias, ao acordar, agradeça por tudo. Agradeça pela sua vida, força, relacionamentos, pela alegria de viver, pelo seu sustento e até mesmo pelos seus problemas. Os seus problemas dão a oportunidade para que você possa ser uma pessoa melhor. Se você não encontra nenhuma razão para agradecer, então tenha a certeza que a culpa é sua e não dos outros. Para os Creeks tradicionais, todos os dias são dias sagrados -- cada migalha é um lauto banquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é o Silêncio? É a voz dAquele que está no Alto. O som é a voz da criação, não do Criador. Mantenha silêncio com freqüência para ouvir a voz do Criador. Os frutos do Silêncio são o autocontrole, força, coragem, paciência, resistência, dignidade, sabedoria e reverência. O silêncio é o alicerce do caráter. O silêncio é o equilíbrio perfeito da Mente, Corpo, Espírito e Alma. Há mais de um tipo de Silêncio. Uma bela flor é silenciosa aos ouvidos mas é música aos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio é a voz do Criador - o som é a voz da Criação. O riso é a voz da Alma -- o Amor é a voz do coração. O Silêncio pode ser um alimento -- saiba qual fome ele sacia. Ouça bem alto mas fale em sussurros. Faça com que o Silêncio seja o seu lema exceto quando o dever o obriga a falar. Guarde a sua língua -- a sua arma mais perigosa. Ao contrário da espada, os ferimentos causados pelas palavras não são facilmente visíveis nem são facilmente curados. Guarde a sua língua durante a sua juventude e na sua idade avançada você poderá expressar um pensamento que possa ser útil ao seu povo. As suas ações falam mais do que as suas palavras. Controle as palavras ou elas irão controlá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há apenas o Um mas muitos são os Nomes: Mestre do Sopro, Criador, Deus, Senhor e Tudo o que é, foi ou virá a ser. Aquele que está no Alto é eterno, invisível aos olhos mas visível ao coração. O Criador é onisciente, onipotente e é um poder puro e ímpar, restrito por sua própria vontade pela ordem natural. Tudo o que é, vive e move de acordo com essa ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que está no Alto é impessoal, mas pode ser conhecido pessoalmente por todas as criações. Aquele que está no alto pode ser individualmente vivenciado através de toda a criação: através de animais, pássaros, répteis, nuvens, montanhas, rios, lagos, planícies, florestas, mulheres, crianças, homens, sonhos -- pedras angulares da realidade -- através de qualquer coisa com forma, substância, propósito ou lugar. Criador e Poder são inseparáveis e imparciais. Todas as coisas da criação têm o mesmo acesso a esse Poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que está no alto é grandioso. Aproxime-se dele com reverência, oração, sacrifício, jejum, caridade e vigilías silenciosas e solitárias. Aquele que está no Alto pensou bem em todas as coisas para que elas sejam como elas são. Assim, todas as coisas têm propósito e significado para Aquele que está no Alto, embora pouco possamos compreender. O Criador tem amor e&lt;br /&gt;carinho por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, todas as coisas, todas as divisões e todas as partes de todas as coisas e divisões têm duas naturezas -- assim como o Poder tem duas naturezas. Todas as escolhas corretas resultam em equilíbrio. Todas as escolhas egoístas levam à destruição da parte e depois do todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Amor é o cimento que junta as partes da vida ao Todo. Onde não há Amor há apenas existência, não vida. Amor não é uma emoção. Amor é uma atitude, uma escolha moral e um comprometimento com um caminho. A memória define uma vida de um indivíduo. A memória coletiva define um povo. Memórias desonestas são a maior mentira e o crime mais pesado de uma nação. O Amor é a forma mais pura de memória. Expresse o Amor através dos seus atos -- não através das suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Serviço, que é o Amor materializado sem julgamento, é a expressão mais alta de Amor e é a maior das experiências que uma pessoa pode vivenciar -- é uma forma de reverência. Todas as Crianças dAquele que está no Alto são chamadas para algum tipo de Serviço. O Amor não materializado não é benéfico e muitas vezes é danoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada lhe pertence. Você apenas é um guardião. O seu Corpo é físico. Ele veio da Mãe Terra e para Ela irá retornar. A sua vida, chamada Alma, veio do Autor da Vida e da Fonte da Criação. O seu Espírito é a interação entre a sua Alma e o seu Corpo. Os limites do seu Espírito são os limites da sua vida. A longevidade do Espírito depende da memória dos outros - quando as memórias cessam, o espírito não mais vive. A Alma é imortal e não depende da memória humana para existir porque a Alma é parte dAquele que está no Alto, cuja memória é infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é apenas um guardião da Alma. Um dia, você terá que prestar contas das suas ações, feitos e fracassos. A imortalidade da Alma já deveria ser uma razão suficiente para trilhar o caminho correto - uma vida de Serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pecado é transgredir a lei dAquele que está no Alto -- a ordem natural, que traz consigo a sua própria punição. Isso não é do seu interesse, a não ser que você seja o pecador. Crime é transgredir a lei da Tribo, a vontade das pessoas. Desta forma, deve ser punido, corrigido ou perdoado de uma forma justa pela tribo. Nem sempre o crime e o criminoso andam juntos. É uma injustiça ver um criminoso escapar da punição, mas é uma injustiça ainda maior ver um inocente ser punido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que está no Alto não é um animal faminto exigindo vítimas para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que está no Alto não deseja a destruição. O Criador nos pôs aqui para descobrirmos o Amor - uma atitude, Serviço - um padrão de vida, Compreensão -uma responsabilidade, e Gratidão - uma ação. Aquele que está no Alto não ensinou ódio, cobiça, inveja, mentira e medo. Fomos nós quem descobrimos tudo isso porque nós nos esquecemos dos nossos Ensinamentos Originais. Às vezes optamos pelas trevas ao invés da luz e esquecemos de prestar atenção às nossas memórias. As nossas escolhas realmente nos ajudam a tornar o que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande ser humano silenciosamente abdica de si para cumprir a vontade da nação quando necessário. Poucos irão saber disso. Um grande ser humano não busca tal tipo de atenção. Os mesquinhos fazem um grande estardalhaço do que eles pensam e do que eles fazem. Eles jamais fazem mênção às necessidades dos outros. A pergunta que eles sempre fazem é: O que existe aí para mim? A música que eles tocam sempre começam com sons que significam "Eu" e "Meu". Os seios deles estão repletos de leite azedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes ou os nobres perdoam mas jamais esquecem. Eles lembram a lição e não cometem omesmo erro. O perdão é a mãe da fortaleza moral e é o pai da retidão do caráter. O tolo jamais lembra e sempre comete os mesmos erros de várias formas diferentes. A memória é o bem mais precioso de uma pessoa e é um instrumento sagrado. Honre-a!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, nós somos o nosso pior inimigo - e também o nosso melhor amigo. Seja respeitoso para com todos mas não se prostre a ninguém. Se você não consegue solucionar um problema, tome cuidado: ele pode solucionar você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alma de um Índio pode se tornar Um com a terra mesmo se não possuir nenhum título de propriedade a ela. Se você possui a terra mas a sua Alma não é Una com ela, então você não pode ser um Índio, independentemente da sua linhagem. Estereótipos são sombras vazias aos quais os ignorantes se agarram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-114843693120315559?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/114843693120315559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/114843693120315559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2006_05_01_archive.html#114843693120315559' title='Sabedoria dos Índios Norte-Americanos'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-114622870670612961</id><published>2006-04-28T09:45:00.000-03:00</published><updated>2006-04-28T09:51:46.706-03:00</updated><title type='text'>Os poemas de Ikkyu Sojun</title><content type='html'>Apenas a titulo de curiosidade, seguem os poemas de Ikkyu Sojun sobre Xintoismo, Confucionismo e Budismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Xintoismo: &lt;em&gt;"Shojiki ni / kokoro sunao ni / nanigoto mo // yokoshima naki wo / shinto to iu"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"Chama-se de Xintoismo a pureza em todos os aspectos, sempre procedendo de forma sincera e verdadeira no seu coracao"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Confucionismo: &lt;em&gt;"Rihi wo wake / kuni wo shugo shite / mi wo tadashi // tami wo sukuu wo judo to wa iu"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"Chama-se de Confucionismo a divisao do certo e do errado, a protecao do pais, a correcao de si proprio para salvar o povo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Budismo: &lt;em&gt;"Nenbutsu wa / mousazu to te mo / senshin ni // nasake ya jihi wo / butsudo to iu"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;"Chama-se de Budismo a compaixao e a misericordia espontaneas e verdadeiras, mesmo que nao se recite nenhum sutra"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sao tres poemas que, em minha opiniao, resumem muito bem do que se trata cada uma das tres correntes filosofico-religiosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-114622870670612961?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/114622870670612961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/114622870670612961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2006_04_01_archive.html#114622870670612961' title='Os poemas de Ikkyu Sojun'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-114622826835124042</id><published>2006-04-28T09:37:00.000-03:00</published><updated>2006-04-28T09:44:28.366-03:00</updated><title type='text'>Sobre kenjutsu e kendo atraves do kendo kata</title><content type='html'>Eu postei no Orkut faz um tempo um pouco da minha visao sobre kenjutsu/kendo, usando como exemplo o kendo kata. Acho que vale a pena publicar isso no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O kenjutsu/kendo e' fundamentalmente baseado em tres pilares filosofico-religiosos: o xintoismo, o confucionismo e o budismo. Aproveitando poemas que foram escritos por Ikkyuu Soujun, um dos maiores monges japoneses da historia, pode-se dizer de forma BASTANTE simplificada que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- do Xintoismo, o kenjutsu herdou a pureza e a retidao;&lt;br /&gt;- do Confucionismo, o kenjutsu herdou o espirito de salvar as pessoas e proteger o pais/mundo;&lt;br /&gt;- do Budismo, o kenjutsu herdou os ideais de compaixao e misericordia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos ensinamentos do estilo de kenjutsu que eu pratico e' taxativo: "as Tecnicas (jutsu) que nao estiverem de acordo com o Caminho (do) nao podem ser chamadas de Tecnicas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Caminho da espada, dentro do escopo do kenjutsu japones, nao se trata somente de "deter a ponta de lanca", que e' um conceito popularmente visto para definir artes marciais. Essa visao e' essencialmente chinesa e, embora tenha influenciado grandemente o pensamento japones, deve-se manter em mente que o kenjutsu japones nao possui uma perspectiva de 'reacao', mas sim de &lt;strong&gt;'acao'&lt;/strong&gt;, como fala Sasamori Junzo sensei, falecido Soke do Ono-ha Itto ryu. Dentro da perspectiva japonesa, a espada e' um instrumento sagrado para a &lt;strong&gt;CRIACAO&lt;/strong&gt;, e nao para deter alguma coisa. Kunii Zen-ya sensei, falecido Soke do Kashima Shin ryu, fala coisas similares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os tres objetos sagrados (espada-espelho-joia), a espada e' o unico que e' capaz de gerar Dois a partir do Um, de gerar Tres a partir do Dois, de gerar Quatro a partir do Tres, de gerar Cinco a partir do Quatro e com isso gerar todas ("Dez Mil") as coisas. As lendas sobre o kenjutsu dizem que um homem com sangue divino (Yamato-takeru-no-mikoto) gerou tres posturas e posteriormente um dos maiores generais japoneses (Minamoto-no-Yoshiie, se nao me engano) gerou cinco posturas a partir desses tres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se reflete diretamente no Kendo Kata moderno. As tres posturas sao &lt;strong&gt;Jodan&lt;/strong&gt;, simbolizando o &lt;em&gt;Ceu&lt;/em&gt;; &lt;strong&gt;Chudan&lt;/strong&gt;, simbolizando a &lt;em&gt;Terra&lt;/em&gt;; &lt;strong&gt;Gedan&lt;/strong&gt;, simbolizando o &lt;em&gt;Homem&lt;/em&gt;. Estas sao as Tres entidades, criadas a partir do Um. A ordem e' a representacao mitologica da criacao - o Ceu criando a Terra e a Terra criando o Homem. Sao criacoes que refletem a &lt;em&gt;retidao&lt;/em&gt; e, por isso, todos os tres kamaes partem do &lt;em&gt;centro&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deles, surgiram mais dois - o Ying, representado pelo Hasso, e o Yang - representando pelo Wakigamae - introduzindo o conceito de &lt;em&gt;lateralidade&lt;/em&gt; e, por conseguinte a de &lt;em&gt;Tempo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Movimento&lt;/em&gt;. A Criacao - O Ceu, a Terra e o Homem - em Movimento geram todas as outras coisas. Os tres primeiros kamaes exploram a linha vertical (Jodan-Chudan-Gedan), simbolizando os inumeros planos da Criacao, e os dois ultimos exploram a linha horizontal (a lateralidade), simbolizando a extensao de cada plano da Criacao. Juntando-se as duas linhas, tem-se o simbolo de uma cruz. E essa cruz em movimento no sentido horario e' representado pela suastica, que em japones se chama "Manji", ou seja, "Dez Mil letras", simbolizando toda a Criacao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E' interessante notar que a suastica nazista mostra o movimento anti-horario e a cruz esta' torta, sendo um simbolo diametralmente oposto 'a suastica budista. E por que o movimento e' no sentido horario? Porque isso simboliza o movimento de contracao, ou seja, toda a Criacao pode ser reduzida em Um, ressaltando que a Criacao e' Um. Esse simbolismo existe tambem no kenjutsu/kendo. O Ono-ha Itto ryu, um dos estilos que mais influenciaram o kendo, afirma que um dos motivos pelo qual o estilo se chama Itto - uma espada - e' porque do Um se gera Dez (cujo ideograma e' uma cruz) e do Dez se depreende o Um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, todo esse simbolismo esta' presente no Kendo Kata e a sua ordem, como se pode ver, nao e' de forma alguma fruto do acaso. Mas fico pensando quem ja' se indagou por que o primeiro kata do Kendo Kata e' em JODAN e nao em Chudan, se o Kendo coloca uma enfase muito mais forte no Chudan do que no Jodan...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, um praticante de kenjutsu-kendo, a meu ver, nao tem &lt;strong&gt;NADA&lt;/strong&gt; a ver com ser samurai, com ser honrado, com servir, com dar a vida, com tirar a vida, com lutar, com nao lutar, com bushido, com bullshit-do, com qualquer outra coisa que o valha. Tem a ver com se tornar Um com a Criacao (o Universo), de forma que seja uma encarnacao/avatar da Criacao vivendo na face da Terra. E, uma vez que o praticante se torna Uno com o Universo, ele pode se manifestar da forma que quiser a sua Uniao, servindo quando tem que servir; comandando quando tem que comandar; tirando a vida quando tem que tirar; dando a vida quando tem que dar; lutando quando tem que lutar; pacificando quando tem que pacificar. Isso para mim e' uma pequena amostra do que se trata o kenjutsu/kendo. Concentrar-se em ser samurai, com valores morais, com bushido, com dar a vida e' certamente valido, mas para mim e' tomar os pes pelas maos, tentar atingir as consequencias sem incorporar as causas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas pessoas atualmente chegaram nesse nivel de existencia? Dificil dizer. Mais do que isso, sendo seres humanos passiveis de falhas e defeitos, nao sao poucos os que se apegam ao status imaginario de praticar tradicoes e tudo o mais. Ou seja, temos que manter os pes no chao. Nao e' porque pratica koryu que voce se torna um grande ser humano. Muito pelo contrario, dependendo do caso, voce se torna uma pessoa ainda pior. E isso e' verdade em qualquer canto do mundo. Nao e' porque e' japones que e' necessariamente integro, que e' certamente original, que e' indubitavelmente correto. Nao e' porque uma pessoa e' sensei/mestre/whatever que ela vai ser uma pessoa sem defeitos ou que ela vai certamente trilhar um bom caminho. Por isso, cabe a cada um estudar e ver as coisas com clareza. Ingenuidade e' frequentemente confundida com pureza e boa vontade. Se voce quiser acreditar que uma pessoa pouco capacitada e' o seu mestre, entao siga em frente, mas certamente ira' arcar com as consequencias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-114622826835124042?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/114622826835124042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/114622826835124042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2006_04_01_archive.html#114622826835124042' title='Sobre kenjutsu e kendo atraves do kendo kata'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-113730161601544047</id><published>2006-01-15T02:52:00.000-02:00</published><updated>2006-01-15T03:09:45.370-02:00</updated><title type='text'>2006 - Ano Novo, mesma demora</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Passo um tempo sem mexer neste blog e quando noto já virou o ano. Antes de mais nada, Feliz Ano Novo para quem lê este blog (se é que ainda tem algum louco que lê isto aqui).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei que essa história de manter um blog é só para quem realmente gosta e/ou para quem tem um bom tempo livre em mãos. Atualizar isto aqui dá mais trabalho do que eu tinha imaginado quando comecei este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notei também que estou soando como se fosse um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blogger &lt;/span&gt;de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para que este post não fique com cara de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blog &lt;/span&gt;diarinho mesmo, vou postar dois textos que eu disponibilizei no Orkut e em uma lista de e-mail. São textos que eu considero &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;muito &lt;/span&gt;bons, versando sobre a parte espiritual do kendô e do kenjutsu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro texto é do Mochida Seiji (Moriji) sensei. Para quem não sabe, ele foi um dos maiores expoentes do kendô no século XX. Foi também um dos vencedores de um dos torneios imperiais de kendô e um dos primeiros a ganhar o 10o dan (atualmente extinto). Apenas a título de curiosidade, ele também foi um mestre de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;koryû kenjutsu&lt;/span&gt;, algo que nem todos sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo texto é do Shirai Tooru sensei. Ele foi um dos "três corvos" do estilo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nakanishi-ha Ittô-ryû e fundador do Tenshin Ittô-ryû. A história dele é muito interessante: ele foi invencível nas lutas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;shinai kenjutsu&lt;/span&gt; (o precursor do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kendô moderno&lt;/span&gt; como conhecemos hoje) e achava que tinha atingido o ápice da arte. Aí, um dia, ele teve que largar o dojo em que ele dava aula por causa da saúde da sua mãe e voltou para sua terra natal. Depois que viu que a mãe estava bem, ele resolveu visitar um dos companheiros mais velhos de treino dele, o famoso(?) Terada Gôuemon. Ele já tinha uma idade bastante avançada para a época, mas mesmo assim os dois concordaram em fazer uma luta para ver como estava o nível do outro. Para a surpresa do Shirai, o Terada simplesmente arrasou com ele. E isso porque o Shirai era mais jovem, mais forte, mais rápido e supostamente invencível em shinai kenjutsu. Pasmo, ele perguntou como ele tinha perdido. E aí, o Terada fala que o Shirai aprendeu um kendô errado esse tempo todo e, se quisesse entender realmente de kendô, ele teria que abandonar tudo e começar literalmente do zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí entra a grandeza dos dois: o Terada ao falar essa verdade na cara do Shirai e ao mesmo tempo se dispor a ajudá-lo, e o Shirai, ao admitir essa verdade e ter humildade para recomeçar tudo de novo. Como resultado, o Shirai atingiu um nível elevadíssimo dentro da arte. E ele escreveu algumas de suas considerações em um escrito chamado Hyôhô Michishirube, que é dividido basicamente em duas partes: a primeira, que é mais ou menos uma biografia dele (incluindo a historieta acima), e a segunda, que é uma explanação que ele dá sobre o kendô. É um texto sensacional que eu acho que deveria ser obrigatório para qualquer pessoa que treine kendô ou kenjutsu. O texto abaixo dele vem desse escrito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;   "Eu acredito que o kendô não é para cortar pessoas&lt;br /&gt;É para cortar os pensamentos negativos que surgem dentro de si&lt;br /&gt;Para desenvolver um espírito que jamais se abala em qualquer situação&lt;br /&gt;Para burilar o corpo, a mente e o espírito&lt;br /&gt;Para nascer a sabedoria luminosa,&lt;br /&gt;A força de vontade resoluta e firme&lt;br /&gt;e um temperamento gentil e pacífico&lt;br /&gt;Para sempre guardar o mútuo respeito entre mestre e discípulo&lt;br /&gt;Para treinar, buscando um espírito e uma técnica mais elevadas&lt;br /&gt;Para conhecer o propósito de existência do ser humano e&lt;br /&gt;trilhar o grande caminho que um ser humano deve trilhar&lt;br /&gt;e com isso beneficiar o mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mochida Seiji, 1885-1974, 10o dan Hanshi de kendô)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;"(...) A elevação máxima do espírito e a verdade suprema são o que nós chamamos de 'Caminho', a compreensão disso é o que chamamos de 'Virtude' e a sua execução é o que chamamos de 'Grandeza Humana', aquilo que nos difere de meros animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da minha arte (kenjutsu), chamamos de 'utilizar a Arte' quando o praticante de artes marciais emprega as suas técnicas calcadas na Tríade acima citada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Utilizar a Arte' é vivenciá-la e comprazer-se nela, através de técnicas que devem ser sempre manifestações das Virtudes Supremas, do Caminho, da Grandeza Humana e da Misericórdia e Compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, os praticamentes e professores de artes marciais ignoram por completo os meios de despertar e entrar em contato e se tornar Um com esses Elementos Maiores, afirmando que 'treinar a Arte' e 'utilizar a Arte' são aperfeiçoamentos contínuos de técnicas através de treinamentos rigorosos e sofridos. Essa visão é oriunda de perspectivas mesquinhas e visando vantagens para si, como por exemplo conhecer e dominar meios e estrategemas para derrotar o oponente. Como algo tão baixo assim pode ser chamado de 'utilizar a Arte'?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um praticante só pode ser considerado que dominou a Técnica quando ele está sempre em sintonia com a Verdade e com as Virtudes. E, quando está em uma luta mortal, onde as espadas já estão cruzadas, ele manifesta a sua Essência Divina que permeia todo o Universo para conter os movimentos do seu oponente, e ele emana a sua Luz radiante para aplacar o ímpeto do seu adversário, sempre agindo de acordo com a máxima elevação de espírito, livre de todas as amarras mundanas que porventura poderiam prendê-lo. (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("Hyohô Michishirube 兵法未知志留邊 - Kan no Shita" - "Os Marcos Indicativos do Caminho dentro das Artes Marciais - Parte Final", Shirai Tooru, 1783-1843)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-113730161601544047?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/113730161601544047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/113730161601544047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2006_01_01_archive.html#113730161601544047' title='2006 - Ano Novo, mesma demora'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-112069808079058566</id><published>2005-07-06T21:54:00.000-03:00</published><updated>2005-07-06T22:01:20.796-03:00</updated><title type='text'>Kenjutsu Giron - Part 3</title><content type='html'>Desta vez, não tem muito o que falar.&lt;br /&gt;Nothing much to say this time...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É uma técnica utilizada em uma situação limite de vida ou morte e factível apenas para aqueles que sabem se portar como seres humanos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;It's a resource used only in an extreme situation and employable only by those who can act as real human beings.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notem que não tem nada de espiritualidade ou caminho. O kenjutsu é apresentado mais como um meio de defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Até mesmo as abelhas e cobras possuem veneno. As aves de rapina e as feras possuem garras, chifres e presas para se defenderem contra ataques dos seus predadores. Se até mesmo os animais possuem meios de defesa, o que dirá dos seres humanos? De fato, os humanos são seres nus, sem presas, garras, chifres ou patas. Sem um conhecimento das técnicas de esgrima, como um ser humano pode evitar danos a si?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Even bees and snakes have poison. Birds and beasts do have claws, horns and fangs to protect themselves against their predators. If even animals have means to defend themselves, what can be said of human beings? Indeed, human beings are naked beings, without fangs, claws or horns. Without knowledge of swordsmanship, how can a human being be able to prevent damage to himself?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pessoa moderna poderia até traçar uma analogia com relação ao uso de armas de fogo, argumentando que as mesmas justificativas são válidas. De fato, acho que se levar em consideração apenas o texto, a linha de pensamento do autor pode ser aplicada para o uso de armas de fogo. Mas convém lembrar que existe um contexto cultural por trás desse manuscrito, que não aprova o uso de armas de fogo, por considerá-las armas de covardes. Assim, não creio que o autor esteja argumentando a favor do uso de tais armas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-112069808079058566?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/112069808079058566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/112069808079058566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2005_07_01_archive.html#112069808079058566' title='Kenjutsu Giron - Part 3'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-111932022016515773</id><published>2005-06-20T22:43:00.000-03:00</published><updated>2005-06-20T23:19:23.306-03:00</updated><title type='text'>Kenjutsu Giron - Part 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;(after a loooong time...)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois de um longo e tenebroso inverno, estou postando a continuação da tradução. Vou fazer essa tradução em doses mais homeopáticas, senão fica muito ruim de ler. E notei que o Blogger mudou a forma de inserir um novo post. A formatação vai sair diferente, mas espero que não fique tão ilegível assim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Resposta: então, como pode deixar a sua própria vida tão desguarnecida? Se uma pessoa tranca o seu ouro e a sua prata dentro de um cofre, como ela pode deixar que algo mais valioso que ouro e prata esteja tão vulnerável?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Answer: then, how can you leave your own life so unprotected? If one locks his gold and silver in a safe, how is it possible that he leaves something more valuable than gold and silver so prone to damage?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esta é uma pergunta que é uma resposta excelente. Uma das coisas importantes aqui é notar que não se trata de aprender kenjutsu (no caso; podia ser qualquer outra arte marcial) para fins de ataque, mas sim para fins de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;defesa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. O autor fala sobre isso mais para a frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;O kenjutsu pode ser considerado como o cofre e o cadeado para guarnecer a sua vida. A sociedade impõe a existência das quatro castas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(N.T.: guerreiros, lavradores, artesãos e comerciantes)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;, mas uma vida é uma vida, independentemente dos ditames da sociedade. Por que a vida de um guerreiro valeria mais ou menos do que a vida de uma pessoa comum?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Kenjutsu can be thought as the safe and the lock to safeguard your life. Society imposes the division in four classes, but a life is a life, no matter the rules of society. Why should a warrior's life be more or less worthy than a commoner's?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assim, o autor apresenta o kenjutsu como uma forma de autodefesa ("&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;goshinjutsu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"). Poderia ser alguma outra arte marcial? Creio que, de certa forma, esse argumento poderia ser aplicado a qualquer outra arte. Mas o autor colocou uma ênfase no kenjutsu. Mais para a frente ele vai falar sobre a parte do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;yawara&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, ou o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;jujutsu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Ele trata de uma forma um pouco diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma coisa interessante a ser notada é a referência às quatro castas. Acho que tem dois nuances nisso: uma é para que as pessoas que não são guerreiras valorizem mais a sua própria vida, a despeito do direito dos guerreiros de matá-los em caso de desrespeito; a outra é para que os guerreiros não sobrevalorizem a sua própria vida e não menosprezem a vida dos outros. A vida, assim como a morte, é igual para todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;------------&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E por enquanto é isso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-111932022016515773?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/111932022016515773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/111932022016515773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2005_06_01_archive.html#111932022016515773' title='Kenjutsu Giron - Part 2'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-111084391773773451</id><published>2005-03-14T20:43:00.000-03:00</published><updated>2005-03-14T20:45:17.740-03:00</updated><title type='text'>Voltando às atividades...</title><content type='html'>Agora que a poeira está começando a assentar depois da minha volta, eu &lt;em&gt;achava&lt;/em&gt; que seria possível manter este blog a um bom ritmo. Acho que me enganei redondamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pretendo abandonar este blog tão cedo. Em breve devo continuar (ou seria recomeçar?) a tradução que ficou congelada "no meio" por conta da minha ida ao Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kou gokitai! Aguardem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-111084391773773451?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/111084391773773451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/111084391773773451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111084391773773451' title='Voltando às atividades...'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-110997581172252846</id><published>2005-03-04T19:33:00.000-03:00</published><updated>2005-03-04T19:47:46.250-03:00</updated><title type='text'>Impressões sobre o Japão</title><content type='html'>Como fala algum post anterior (ainda em inglês), eu estava no Japão passando uma temporada por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vi tudo o que eu queria nem fiz tudo o que eu queria, mas vi e fiz muitas coisas, algumas interessantes, outras nem tanto. E queria comentar algumas coisas aqui. É um post longo e tenebroso, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom... focando exclusivamente no lado que o blog se propõe a tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo bem sincero: não gostei muito do que eu vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que não visitei TODOS os dojos e por isso não dá para generalizar (nem é essa a idéia), mas das coisas que eu vi, eu realmente gostei de pouca coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocando em miúdos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Kendô: a impressão que eu tive é que está puramente competitivo. Os kenshis são rápidos sim, são precisos sim, são fortes fisicamente sim. Mas é só isso. Isso é muito pouco. Falta um "algo mais" que encha os olhos, que faça olhar para o kenshi e dizer "esse é BOM MESMO". Não vi aquele amadurecimento no golpe, aquele golpe "seco" (waza ga karete iru), como diriam os japoneses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a coisa que MAIS me deixou abismado foi o exame de graduação. Tirar o terceiro kendo kata da graduação dos mais jovens (i.é., ikkyu e shodan, se não me engano) é algo surreal para mim. Em particular, quando ouvi a justificativa: "porque o terceiro kata é difícil". Isso foi demais para mim. Ainda mais quando os exames de todo o país, com exceção de algumas localidades, tiraram mesmo esse kata, pelo que fiquei sabendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, o PRIMEIRO kata é DE LONGE o mais difícil na minha opinião, já que é o único que você não está atrás de um escudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o terceiro kata é o terceiro kata não por mero acaso ou capricho dos criadores. O terceiro kata não começa em gedan porque é legal. O primeiro, o segundo, o terceiro e o quarto estão lá nessa ordem porque é assim a ordem. Ten-Chi-Jin-(Ying-Yang). Você passa todo o Gogyo no Kurai (os 5 kamaes fundamentais do kendo) nos 4 primeiros kendo kata. E vai tirar o terceiro kata agora?! E porque é "difícil"? Fala sério!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava conversando com um sensei Hanshi 8o dan lá e ele também fez aquela cara de contrariedade quando me falou dessas coisas. Pelo menos tem gente que não concorda. Menos mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso só mostra que cada vez MENOS pessoas entendem a importância do Kendo Kata dentro do Kendo. E isso é muito triste, já que o significado dos Katas vão gradualmente se perdendo no processo. Para mim, Kendô sem Kata não é Kendô. É bateção de bambu. Se tem gente que fica satisfeita em ganhar troféus por bater bambu, ótimo. Mas para mim, não tem muito sentido. Muito melhor ficar em casa dormindo do que ficar enfiado em roupas estranhas, vestir uns apetrechos de couro e sair batendo nos outros feito sessão de sadomasoquismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Iaidô: não dá nem vontade de falar. Lógico que tem gente forte, lógico que tem gente boa. Mas a maioria dos que eu vi é de uma qualidade que dá desespero. É verdade que muita gente considera iaidô mais um exercício meditativo do que uma arte marcial. Mas o que eu mais vi foi ou uma execução burocrática ou uma dança (sem querer desmerecer a dança) que tenta imitar algum movimento mais sério. Em muitos casos, era óbvio para mim que a pessoa estava executando o kata sem ter a MENOR noção do que estava acontecendo. Não que a pessoa não soubesse, em termos intelectuais. Mas o modo como a pessoa agia durante o kata era totalmente incompatível com o que o kata se propunha a fazer. Isso porque muitas vezes a pessoa treina kata de iai sozinho, ou seja, sem ter um adversãrio à sua frente. Assim, ele faz de uma forma que simplesmente "ignora" o adversário. Ok, isso pode ser algo profundamente zen e avançado que eu ainda não entendi. Mas, no meu estágio atual, não consigo ver de outra forma a não ser um monte de pessoas batendo (ou até mesmo brincando) no vazio, ao invés de cortar algo que realmente interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Kyudô: JESUS CRISTO. Eu confesso que eu queria aprender kyudô quando fui ao Japão. Mas essa vontade morreu quando vi os treinos. Se não fossem os arcos e os alvos, acho que eu pensaria que estava no meio de uma partida de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gateball&lt;/span&gt;. As pessoas (muitas delas já de idade, daí o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gateball&lt;/span&gt;) sorrindo, conversando, dando risada e disparando flechas nas horas vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absolutamente NADA contra um treino descontraído, muito pelo contrário. Mas os treinos que eu vi eram MUITO fracos. Não em termos de técnica, mas em termos de condição interior do praticante. Kyudô não tem a ver com acertar na mosca. Isso é mera conseqüência, e o fato de errar o alvo nem sempre diz que o praticante é ruim. Mas foi RUIM ver uma pessoa altamente graduada ficar transtornada por causa de um erro pequeno na execução do tiro. Qualquer pessoa fica serena fazendo uma coisa que sabe. É quando dá problema que você sabe se você realmente está tranqüilo ou não. E uma das coisas do Kyudô (e de qualquer arte marcial japonesa séria) é exatamente obter essa tranqüilidade inabalável. O problema não foi ver o erro. Todo mundo comete erros. O problema foi ver a reação emocional. Eu esperava um controle melhor para uma pessoa com aquela graduação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Koryu (estilos antigos): BOM... eu tive a oportunidade de ver vários estilos. Quem viu aquele vídeo que eu fiz sabe disso. Tem alguns estilos que são (continuam sendo) MUITO bons. Mas tem alguns que decaíram bastante. Ou me enganaram direitinho :D Agora, o que me deixa triste é a postura dos próprios japoneses que aprendem koryu: eu ouvi de vários senseis (não foi só de dois ou três) de que o grande problema é a idéia de que "eu posso aprender quando eu quiser". É verdade isso? Sim, é verdade. O duro é que parece que nunca querem. A conseqüência disso é que o estilo como um todo fica enfraquecido. Além disso, eu imagino que dentro de alguns anos, os estilos vão estar mais fortes FORA do Japão do que dentro. Os praticantes que vêm treinar de longe são aqueles que praticam MUITO a sério e com afinco. Eu imagino que algo semelhante aconteça com kendô, iaidô, kyudô e outros "dô" que tem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também tem coisas boas. Vamos a elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Kendô: foi muito bom ver que, apesar do crescimento populacional negativo da população japonesa (em outras palavras, os japoneses estão "em extinção"), ainda há muitas crianças praticando kendô. Isso é uma coisa que, na minha opinião, ainda falta bastante no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Iaidô: esse é difícil pensar em alguma coisa boa. Mas uma coisa que me falaram é de que mais e mais senseis estão questionando a validade do Seitei Iai. Isso é bom. Se essas dúvidas forem abordadas de uma forma construtiva, acho que o Seitei Iai vai ficar mais forte. A idéia do Seitei não é ser um "estilo", mas isso não é justificativa para que seja fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Kyudô: vi um documentário de um mestre na fabricação de arcos. Muito bom. Um "shokunin" (mestre artesão? Não sei a tradução) de verdade, fazendo arcos para praticantes de verdade. Espero que haja muitos praticantes no Japão à altura dos arcos que ele faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Koryu: como está escrito acima, tem vários estilos que ainda continuam muito bons e muito fortes, obrigado. Isso mostra que é possível, ainda nos dias de hoje, ter um treino sério e construtivo, sem cair naquele marasmo nem chegar ao nível de tortura virtual para os praticantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É CLARO que tudo isso foram impressões que EU tive e que não necessariamente correspondem à realidade. Mais do que isso, eu ESPERO que eu esteja RADICALMENTE errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que eu me lembre, acho que é mais ou menos isso. Se eu me lembrar de mais alguma coisa, eu coloco aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-110997581172252846?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/110997581172252846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/110997581172252846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#110997581172252846' title='Impressões sobre o Japão'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-110988850946429619</id><published>2005-03-03T19:18:00.000-03:00</published><updated>2005-03-03T19:21:49.466-03:00</updated><title type='text'>Stuff</title><content type='html'>I thought a little bit (just a little bit) about it and decided to make this blog mostly Portuguese (Brazilian Portuguese). I think there are way more sources in English than in Portuguese, so I think this blog will be a tad more helpful if I post in Portuguese now (starting from next post).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviously, if I put here translations of writings and such, I will put in Portuguese and in English, but I think most of the random ramblings will be in Portuguese from now on.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorry for the inconvenience.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As a side note, it's good that this blog has almost no visitors :D I can change most of it without being noticed :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, from the next post, this will become mostly a blog for people who can read Portuguese.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-110988850946429619?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/110988850946429619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/110988850946429619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#110988850946429619' title='Stuff'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-110962475151519084</id><published>2005-02-28T18:04:00.000-03:00</published><updated>2005-02-28T18:05:51.516-03:00</updated><title type='text'>Back in Black</title><content type='html'>Back to the place I belong.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Still a bit dizzy, thanks for a number of factors that doesn't matter here.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Either way, hopefully I will be able in the next days to publish more stuff here.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-110962475151519084?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/110962475151519084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/110962475151519084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110962475151519084' title='Back in Black'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-110423190543295484</id><published>2004-12-28T09:01:00.000-02:00</published><updated>2004-12-28T09:06:05.970-02:00</updated><title type='text'>A momentary lapse of reason</title><content type='html'>As everybody knows, this blog has been inactive for a time. There were some reasons, including, but not limited to, working on my thesis and translations. On top of that, now I am in Japan, which reduces the possibility of frequent updates to almost nil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, this blog will be on vacation (whatever that means) till I go back from Japan in mid-February. Hopefully I will be able to keep on with the blog then.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meanwhile, a belated Merry Christmas and a Happy New Year to everyone. Not that there are many visitors here, but that's not the point.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-110423190543295484?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/110423190543295484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/110423190543295484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110423190543295484' title='A momentary lapse of reason'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108934856192409567</id><published>2004-07-08T23:47:00.000-03:00</published><updated>2004-07-09T14:46:26.920-03:00</updated><title type='text'>Kenjutsu Giron - Part 1</title><content type='html'>And now, for the writing itself:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um dia, um grande amigo veio a mim e disse: Outro dia, eu fiquei sabendo que o senhor está aprendendo kenjutsu. Um guerreiro deve aprender a manejar a espada de fato, mas em uma era de paz como esta, não vejo muito propósito para isso. Para uma pessoa comum como nós, então, é algo que é totalmente dispensável. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;One day, a good friend of mine came to me and said, "I have heard that you are learning kenjutsu. A warrior should learn how to wield the sword all right, but I don't see much purpose to it in an Era of Peace like the one we are living now. For a common folk like us, it's all the more unnecessary.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este argumento é, para mim, bastante freqüente para pessoas que não praticam artes marciais. Isso porque as técnicas de artes marciais são vistas como algo violento, voltado para a agressão física do oponente. De fato, elas não são exatamente algo muito carinhoso :D O problema é que as pessoas enxergam APENAS esse lado. Ao mesmo tempo, é bom lembrar que essas "pessoas" podem ser tanto praticantes quanto não-praticantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe um ditado que diz: 'uma arte marcial imatura é fonte de feridas graves'.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;There is a saying that goes, 'an imature martial art is a source of serious wounds'.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em japonês, esse ditado é "Namabyôhô ookega no moto". Esse ditado é mostrado de forma brilhante, para mim, no Karate Kid I, onde o senhor Miyagi fala para o Daniel-san: "se você pratica karate, ok. Se você não pratica karate, ok. Se você pratica karate mais ou menos, você será esmagado como uma uva." Não lembro as palavras exatas, mas era algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Além disso, se a pessoa começa a aprender um pouco as técnicas de espada, ela já quer participar de lutas, com o uso de espadas de madeira ou espadas de metal sem fio. Em casos extremos, até mesmo com espadas de verdade. Imagine que, em uma luta dessas, a pessoa se torna uma aleijada permanente ou se perde a vida. Isso seria uma grande lástima, com certeza. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moreover, if the person learns a bit the techniques of the sword, he already wants to take part in fights, using wooden swords or steel swords without a cutting edge. And in extreme cases, he even uses a true blade. Imagine if the person engages in such a fight and becomes forever maimed or dies. That would be most certainly a grievous happening.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, "espadas de metal sem fio", em japonês, é "habiki". Antigamente, havia muito treinamento com esse tipo de arma e havia estilos com um conjunto de técnicas para "habiki". Um exemplo clássico é o Jiki Shinkage ryu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao assunto, acho que é óbvio ululante que ninguém em sua sã consciência vai sair com espadas de madeira ou espadas de metal (afiadas ou não) para sair batendo nos outros hoje em dia (convenções de anime à parte :D). Mas será que esse argumento está totalmente fora de contexto para os termos atuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que não. Acho que esse argumento pode ser adaptado de forma válida para os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo especificamente das técnicas de espada, mas acho que existe mesmo essa tendência da pessoa querer colocar logo "em prática" as coisas que ele aprende. Até aí, tudo bem, mas o problema é quando ele quer colocar "em prática" essas técnicas FORA do dojo. E isso acontece com certeza, prejudicando a reputação das artes marciais, que nunca foi exatamente muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso, pode acontecer exatamente a situação que é apresentada, ou seja, você vai tentar colocar "em prática" e acaba levando a pior. Isso também não ajuda em nada, muito pelo contrário. Por exemplo, uma provocação na rua e você tenta revidar utilizando as técnicas que você começou a aprender, ao invés de simplesmente ignorar o outro e ir embora. Ou você fazer parte de grupos que ficam arrumando treta por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há um escrito ("Kôkyô") que diz que o seu corpo, o seu cabelo e a sua pele foram recebidos dos seus pais. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There is a writing ("Kôkyô") that states that your body, your hair and your skin were given unto you from your parents.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Kôkyô" é um escrito chinês. Não entendi direito, mas parece que é o registro de um dos ensinamentos que Confúcio passou para um de seus discípulos, algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante aqui é o conceito de "Kô". É um conceito que é intuitivo para os orientais, mas é meio difícil de explicar para mim. É o conceito de "amor filial" ou o "filos" (em contraste com "eros" e "ágape") do grego, acho eu. Esse amor filial é algo que está profundamente enraizado na cultura japonesa (imagino que seja na cultura oriental como um todo), vindo daí o respeito aos antepassados e tudo o mais. O "Kô" é considerado como algo que deve ser feito naturalmente pelos filhos, já que foram os pais que deram a vida a eles. E é uma das virtudes que devem (ou deveriam) ser cultivadas pelas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assim sendo, o princípio do "Kô" deveria ser evitar que eles sejam danificados ou rasgados. Assim sendo, a prática da espada seria uma gigantesca prova de falta de "Kô". "Kô" é a origem de todo o bem. Sem o "Kô" nada será realizado apropriadamente. A prática da espada é algo que me causa indignação e por isso estou falando essas coisas ao senhor. Se o senhor deixar a prática da espada, eu ficarei muito feliz.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Therefore, the most basic tenet of "Kô" would be avoiding that they become damaged or ripped. Thus, the practice of the sword would be an undeniable evidence of lack of "Kô". "Kô" is the source of all good. Without "Kô", nothing can be done in a proper fashion. The practice of the sword is something that makes me enraged and that is the reason why I am talking these things to you. I will be most happy if you leave such practice."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deve ser ressaltado nessa argumentação é de que a prática da espada:&lt;br /&gt;1) não é virtuoso, pois vai contra as virtudes mais básicas que deveriam ser cultivadas pelos homens;&lt;br /&gt;2) é perigoso, pois pode causar ferimentos desnecessários ou até mesmo a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante é notar a ênfase que se coloca na falta de virtude ("Kô", no caso). Mais do que ferimentos ou confusões desnecessárias, há essa ênfase em viver uma vida virtuosa. Em outras palavras, o que você "é" importa mais do que os outros "fazem" com você. Talvez essa noção seja meio confusa, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resposta: Muito bem, agradeço profundamente a preocupação que o senhor tem para comigo. Apesar de não ser indicado para tal tarefa, eu irei falar sobre o propósito do aprendizado da espada. Por exemplo, todos sabem que ouro e prata são preciosos. Assim, todos deixam esses objetos de valor dentro de cofre e trancam com cadeados. Entretanto, é possível que ouro e prata sejam mais valiosos que a vida?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Answer: Very well, I do thank wholeheartedly for all the concern you have for me. Although I feel that I am hardly apt for this task, I will talk about the purpose of learning the sword. For example, everyone knows that gold and silver are precious. So, everybody leave such goods in a safe and use strong locks to protect them. However, is it possible that gold and silver are more precious than life?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa argumentação para mim é excelente. Muita gente tenta dar um ar místico e hermético para as artes marciais, como se artes marciais fosse algo praticado somente por sociedades secretas. Outros mostram um cabedal (falei bonito! :D) de conhecimentos e derramam uma verborragia de autores, filosofias e pensamentos que mais parece uma tese de doutorado. Outros ainda transformam artes marciais virtualmente em uma religião, tendo que crer nas artes marciais para ser salvo ou algo similar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou dizer que sou contra essas abordagens, mas acho que cada coisa tem a sua hora e seu lugar. Por exemplo, vamos pegar a Matemática. Você não vai falar sobre equações de segundo grau, Bháskara, delta e tudo o mais, para uma criança que está aprendendo a somar e subtrair. Da mesma forma, é ruim você falar de coisas muito complicadas das artes marciais para leigos, por dois motivos: você está mostrando que é convencido e orgulhoso; e a pessoa vai ganhar uma imagem totalmente distorcida (e até negativa) das artes marciais. E de você também, se bobear :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria a abordagem ideal para mim? É exatamente a abordagem usada no texto, isto é, o uso de situações simples e corriqueiras, de forma que a pessoa possa facilmente se identificar e que tenha familiaridade. No texto, ele fala de dinheiro, que é algo que todo mundo (ou quase) teve contato um dia na vida. E ele não fica discorrendo sobre autores, conceitos ou filosofias. Ao contrário, ele vai direto ao ponto. Isso é algo fantástico para mim. É a história de manter sempre o pé no chão e ser pragmático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, cabe notar também que tudo depende da audiência. Por exemplo, se a audiência já tem conhecimento de outras artes marciais, aí já pode misturar um pouco dos conceitos de artes marciais. Se a audiência conhece profundamente os filosófos do Ocidente/Oriente, então pode-se falar sobre seus pensamentos de acordo com Kierkegaard, Platão, Hegel, Mencius e outros. E assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas neste caso, a audiência é um completo leigo. Assim, tem que apresentar a sua linha de raciocínio de acordo com o que ele pode entender de forma mais fácil e natural. Sem querer entrar muito no mérito do assunto, mas esse é um dos objetivos do sado (cerimônia do chá) na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu chamo essa argumentação de "argumentação Mastercard", pois ele fala que há coisas que não têm preço :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ele disse: É desnecessário dizer que nada é mais valioso do que a vida. Não há ouro e prata que cheguem aos pés do valor que a vida tem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;He said, "It goes without saying that nothing is more precious than life. No gold and silver can ever get close to the worth that a life has".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a resposta é óbvia. Se bem que, com a banalização da morte e dos crimes que está acontecendo atualmente, pode até ser que essa resposta não seja tão óbvia assim. Acho que isso é porque as pessoas estão perdendo a noção do peso que uma vida tem. Mas isso é uma digressão minha :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And that's it for now :) The next update may take a little longer, though, since the next snippet is quite long.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108934856192409567?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108934856192409567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108934856192409567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108934856192409567' title='Kenjutsu Giron - Part 1'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108921473252876175</id><published>2004-07-07T11:39:00.000-03:00</published><updated>2004-07-08T15:20:54.310-03:00</updated><title type='text'>Kenjutsu Giron - Preface (Part 0.5)</title><content type='html'>Forgot to put why I decided to choose this writing.&lt;br /&gt;1) It is &lt;strong&gt;SHORT &lt;/strong&gt;and relatively &lt;strong&gt;EASY &lt;/strong&gt;to translate :D There are some writings here that I can't even begin to read.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) It is for &lt;strong&gt;beginners&lt;/strong&gt;. For some unknown reason, there are some people who tend to think that every Japanese writing (or at least most of them) is for advanced practitioners, talking about esoteric and obscure stuff. Obviously, this is a complete fallacy. Moreover, there are some texts that complicate an otherwise simple writing. A good example, IMHO, is the English version of "Bushido", by Nitobe Inazo. The Japanese text is quite simple and easy to read, but the English text looks like King James's Bible. :D I think that happened because they regarded the text as a work of literature, not an ordinary(?) book.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) It is about &lt;strong&gt;purpose&lt;/strong&gt;. Not only nowadays, but also in those times, people viewed the swordsmanship with suspicion, since it is regarded (justly) as a skill meant for war and for killing people, thus being unfit for an era of peace. I think this writing brings up this discussion in a simple and clear fashion and, although some of the featured arguments are already out of context and use nowadays, it seems to me that there are plenty of good arguments that are still valid. I will comment on them later as I translate this.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And one correction: I put "Kan-ei" era, but that's a total mistake of mine :( It's "Kansei", NOT "Kan-ei". D'oh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, to begin with, the preface of the writing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviously, there can be some minor mistranslations in any of my translations, but that's a risk inherent to everyone :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prefácio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Preface&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existe a marcialidade ("bu") na educação ("bun") e existe a educação na marcialidade, assim como existe a sombra na luz e a luz na sombra.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;There is a martial aspect("bu") in education ("bun") and there is an educational aspect in war, as there is shadow ("ying") in light("yang") and light in shadow.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas aqui preferem traduzir o conceito dual de "bun-bu" como "pena e espada". Eu acho uma tradução excelente, mas preferi me ater ao conceito mais genérico e menos poético, para que o conceito de "bun" não fique preso apenas à leitura e estudo de livros, e para que o conceito de "bu" não fique preso apenas à prática da espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação à dualidade Ying-Yang, eu utilizei um conceito tradicional de "luz" e "sombra" mesmo, embora não reflita em sua totalidade os conceitos de "yang" e "ying". Mas estes dois conceitos são discutidos à exaustão em várias fontes, inclusive em português, e por isso acho que não vale a pena aqui ficar discorrendo sobre estas coisas. Quem tiver interesse, acho que dá perfeitamente para procurar mais material e estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma pessoa não deve deixar de praticar os dois caminhos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A person should not live without practicing both ways.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que é bastante recorrente nas artes marciais japonesas de um modo geral é o conceito de que a marcialidade e a educação são as duas rodas de um mesmo carro. Ou seja, um não pode se desenvolver sem o outro, assim como o praticante necessita desses dois caminhos para a prática da arte marcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a minha opinião pessoal é de que você realmente precisa dessas duas coisas apenas em uma primeira instância. Obviamente, isso depende muito do objetivo que cada um coloca para a sua prática, mas chutando o balde e assumindo que as artes marciais têm o objetivo supremo de alcançar a iluminação (algo que todas as artes marciais japonesas têm em comum), chega um momento em que não faz sentido você ficar lendo livros e praticando técnicas de luta com ou sem armas. Invertendo-se o raciocínio, a iluminação é um estado de espírito que pode ser alcançado sem ler nenhum livro e sem pegar em nenhuma arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, para que estudar e para que praticar artes marciais, neste caso? Porque esse é UM (e apenas um) dos caminhos possíveis. Tem pessoas que preferem escolher este caminho. Tem pessoas que preferem escolher um outro caminho. Faz diferença? Não. É como escalar uma montanha: existem várias formas de subir a montanha, mas existe apenas um cume. Assim, acho que é no mínimo ingênuo acreditar que as artes marciais são o único caminho para chegar nesse estado de iluminação. Ao mesmo tempo, para mim, é no mínimo ingênuo acreditar que levar uma vida comum não seja um caminho para chegar nesse mesmo estado. Tudo depende de como você vive a sua vida. Praticar artes marciais tem vários obstáculos e armadilhas, assim como viver uma vida normal também tem. Sem querer citar blockbusters, mas é tudo uma questão de escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, acho que essa história de "Uma pessoa não deve deixar de praticar os dois caminhos" é válida para pessoas que querem seguir esse tipo de caminho apenas. Ficar falando aos quatro ventos sobre "pena e espada" ("bunbu ryôdô") e similares tem a sua validade, claro, mas não se pode esperar de forma alguma que todas as pessoas a sigam, nem que todas as pessoas tenham essa inclinação, muito menos que seja &lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; caminho correto (o grifo é de propósito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis aqui um visitante, que veio discutir o objetivo do aprendizado da espada. O resultado da discussão é um pequeno livro, chamado de "Kenjutsu Giron", uma "Discussão Justa sobre as Técnicas da Espada". Meu amigo Takanashi avaliou o escrito e disse: 'Este texto discute e ressalta de forma espantosa as coisas mais básicas da arte. Isto aqui é uma grande ajuda para aqueles que desejam trilhar este caminho. Além disso, pode-se dizer também que ele irá ajudar a propagar o caminho do nosso mestre. Assim sendo, este texto deve ser publicado para que o mundo possa lê-lo.'&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Here is a visitor, who came to discuss the purpose of learning the sword. As a result, a small book has been written, dubbing it "Kenjutsu Giron", "A Just Discussion on the Sword Arts". My friend Takanashi reviewed the writing and said: 'This text discusses and highlights in an incredible fashion the most basic aspects of the art. This is a great help for those who are willing to walk this path. Furthermore, it can also be said that this writing will help to disseminate the path of our master. Therefore, this text must be published for the world to read.'&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui é interessante perceber que este livro reflete, como já foi dito antes, as visões que o estilo do autor (Hosono Shinkyoku ryu) têm. Desta forma, uma pessoa que vai ler este escrito (na realidade, qualquer escrito, desde recado de porta de geladeira até clássicos de literatura) tem que ter um espírito crítico para saber: 1) qual o objetivo do escrito; 2) qual o contexto em que a obra foi feita; 3) para quem esta obra se destina. Caso contrário, é muito fácil chegar a conclusões precipitadas e/ou incorretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu não consegui me recusar a fazer isso e ordenei para o senhor Kiketsu (responsável pelas matrizes da impressão) para que imprimisse este texto. Assim, estas breves palavras são o prefácio deste livro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I couldn't refuse to do so, and I have already ordered mister Kiketsu (responsible for the printing) to print this text. So, these brief words are the preface of this book.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano 3 da Era Kansei, início do verão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3rd year of the Kansei Era, at the beginning of summer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yamazaki Toshihide&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Yamazaki Toshihide&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And that's it for now. :)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108921473252876175?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108921473252876175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108921473252876175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108921473252876175' title='Kenjutsu Giron - Preface (Part 0.5)'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108907387422993442</id><published>2004-07-05T21:12:00.000-03:00</published><updated>2004-07-05T21:36:07.056-03:00</updated><title type='text'>Kenjutsu Giron - About the author (Part 0)</title><content type='html'>As promised, I'm beginning the translation of one of the writings I have, namely the "Kenjutsu Giron". Again, I will post my comments in Portuguese only. I guess I'll put a rough translation of the writing in English too, not only in Portuguese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And after I finish translating and commenting on this writing, I'll be back to posting random babblings :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I won't post the whole writing at once, for obvious(?) reasons :P I have a life, after all :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Okay, to begin with, a bit of data on the author. I am taking this entirely from "Budo no Meicho", since I have no other sources of information.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The author of "Kenjutsu Giron" is Yamazaki Kinbe Toshihide. Yamada Jirôkichi sensei's book lists Hosono Kanbe as the author, but Yamazaki seems to be the real author, based on Hosono's teachings.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It was published in the 4th month of the 3rd year of the Kan-ei Era (1791) in Edo (now Tokyo), being a writing aimed at beginners. It seems that it was quite popular at the time. And it's worth noticing that it was already an era of relative peace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There aren't many clear data on Yamazaki Toshihide, but apparently he's the owner of Sankindô, the publisher of this very writing. He learned kenjutsu from Hosono Kansuke Kakushû sensei, who had just created a style named Shinkyoku Hosono ryu. Therefore, there is plenty of influence from Hosono sensei's teachings. This writing got also the approval (kind of) of a fellow practitioner (who had already got the graduation of &lt;em&gt;Inka&lt;/em&gt; from their master) called Takanashi Tadahiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As for Hosono Kansuke sensei, there isn't much info on him either. But Shinkyoku ryu was mainly practiced in the Northeast region of Japan, and its founder is considered to be a certain Miyakawa Munisai (Mujinsai). And, given his "artistical name" of Kakushû, there are some hypothesis that state he was from Tsuruoka (now Yamagata Prefecture). Later, Kansuke went to Edo and studied under Kawazumi Shingorô Tadatomo, the founder of Sangi Meichi ryu and disciple of Otsuka Manbe (Otsuka ryu). So, Hosono sensei assembled all what he had learned and founded his own style, naming it Shinkyoku Hosono ryu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But that's it for now. The next posts will feature the writing itself :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108907387422993442?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108907387422993442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108907387422993442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108907387422993442' title='Kenjutsu Giron - About the author (Part 0)'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108861283840325009</id><published>2004-06-30T13:22:00.000-03:00</published><updated>2004-06-30T13:30:37.290-03:00</updated><title type='text'>Soon...</title><content type='html'>Not this week, since I've got plenty of belated stuff to catch up (have to finish a text, a translation, two reviews and reply to several e-mails, just to name a few), but I guess next week I will be able to post more stuff in this (almost abandoned) blog :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I guess I will translate the "Kenjutsu Giron", one of the writings I list in a previous post. Do not expect anything deep or spiritual, since it is a writing meant for  BEGINNERS (like this lowly self!). But I guess it's interesting to see that not every Japanese writing is arcane nor deals with esoteric stuff. There are some remarks that are particularly good, IMHO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As I said before, I will post the translation in Portuguese. Perhaps I will put also a rough draft in English, but my comments will be entirely in Portuguese. :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And sometimes I wonder how people can write so much in a blog, and so often. Can't deny that posting sometimes is fun, but this isn't a thing that can be addictive for me, that for sure...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108861283840325009?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108861283840325009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108861283840325009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108861283840325009' title='Soon...'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108786957802018920</id><published>2004-06-21T22:32:00.000-03:00</published><updated>2004-06-21T23:06:45.280-03:00</updated><title type='text'>Bibliography - Part 5</title><content type='html'>Just a not-so-quick update, since I have to finish a text till Friday and I am running out of time... and couldn't help but notice that it's been a long time since I've last posted here :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As I said in a previous post, I bought one of the books of Yamada Jirokichi. For those who don't know who he was, he was the 15th Soke (representative) of the Jiki Shinkage ryu. He has written five books that contain many old and new writings on kendo/iaido, besides a sixth book on the Jiki Shinkage ryu (actually, the correct name seems to be Kashima Shinden Jiki Shinkage ryu). Among them, I got only one, the (Shinshin Shuyo) Kendo Sosho - the "Compilation of Writings on the Path of the Sword (for the development of the body and mind)". It comprises 10 writings, some of them already listed before in this blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here is the list. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- &lt;em&gt;"Heiho Michishirube" ("Milestones of the Laws of the Soldier")&lt;/em&gt;, Shirai Tooru&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Shirai Tooru was a swordsman from the late Edo Era. He was invincible in shiai, but after losing to Terada sensei, he started from the scratch again and attained enlightenment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- &lt;em&gt;"Rigakusho" ("Summaries of the Study of the Precepts")&lt;/em&gt;, unknown author&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I have *no* idea what this is about, though the topics listed in the index seem to be very interesting.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- &lt;em&gt;"Geijutsu Manbyoen" ("Medicine for every Disease in the Arts")&lt;/em&gt;, Hirabayashi (I can't read the rest of his name!)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I need to take this, methinks :D I took a look at it but I gave up when I saw plenty of stuff in sanskrit, though :D (written in Japanese characters, NOT in devanagari)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4- &lt;em&gt;"Kendo Shushindan" ("Talks on the Learning of Kendo")&lt;/em&gt;, unknown author&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No comments on this one.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5- &lt;em&gt;"Geijutsu Tai-i" ("The Great Goal of the Art")&lt;/em&gt;, Kumazawa Ryosuke&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No comments on this one too.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6- &lt;em&gt;"Neko no Myojutsu" ("The Supreme Technique of the Cat")&lt;/em&gt;, in possession of Yamaoka Tesshu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Featured in a previous post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7- &lt;em&gt;"Kenjutsu Giron" ("A Just Discussion on the Sword Arts")&lt;/em&gt;, Hosono Kansuke&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Featured in a previous post too.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8- &lt;em&gt;"Kendosho" ("Writing on Kendo")&lt;/em&gt;, Iizasa Choisai&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;If this was really written by Iizasa Choisai Iga-no-kami Ienao, the founder of the Tenshin Shoden Katori Shinto ryu, then it is most certainly the oldest writing I have.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9- &lt;em&gt;"Yo ga Ikkan" ("My One Chapter")&lt;/em&gt;, Wada Heisuke&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No idea about this one.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10- &lt;em&gt;"Sonshi Jikatsusho" ("Summary of a Effective Use of Sun Tzu's teachings")&lt;/em&gt;, Son Yokken&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I guess the title explains quite well the content of this writing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I haven't read this book yet, so I can't really tell if it's good or not. It seems very good, though. And very, very hard, since this is very old... :( (the book itself is from 1936).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108786957802018920?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108786957802018920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108786957802018920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108786957802018920' title='Bibliography - Part 5'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108517636384649294</id><published>2004-05-21T18:29:00.000-03:00</published><updated>2004-05-21T18:58:41.436-03:00</updated><title type='text'>Bibliography - Part 4</title><content type='html'>Hopefully the last part, though possibly in the next weeks I'll get a book written by Yamada Jirokichi sensei, so perhaps this is NOT the last :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, this is a list of some miscellaneous things that I have.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1) &lt;em&gt;Bukei Shichisho ("Seven Writings of Martial Arts")&lt;br /&gt;- Sonshi (Sun Tzu) &lt;br /&gt;- Goshi (Wu Tzu) &lt;br /&gt;- Rikutou (Liu Tao) &lt;br /&gt;- Sanryaku (San Lue) &lt;br /&gt;- Shibahou (Si Ma Fa) &lt;br /&gt;- Utsuryoushi (Yu Liao Tzu) &lt;br /&gt;- Rieikoumontai (Li Wei Gong Wen Dui)&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actually, these books are about military strategy, not about swordsmanship and the like. Obviously, Sun Tzu is the most famous one, but there are those other six writings too.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2) &lt;em&gt;Gan-ryu Kenjutsu Monogatari ("Tales of the Sword Techniques of Gan-ryu")&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No, this has NOTHING to do with Sasaki Kojiro and the like. This is a writing about Muso Gan-ryu, the style founded by Matsubayashi Hen-yasai Bu-un. I have only an excerpt of it, though. But this is some good stuff. For those who don't know, Matsubayashi (who inspired a certain character from a certain manga/anime series) was a master swordsman who was very acrobatic and his techniques were something overwhelming.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3) &lt;em&gt;Heiho Kaden-sho ("Writing about the Inner Transmission of the Soldier Laws")&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is a very famous writing on the Yagyu Shinkage ryu. I don't remember if this was written by Yagyu Tajima-no-kami Munenori. I guess this was released in English as well.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I guess that's it for now. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Other than those, I have some books on basic kendo, but I won't list them because anyone can access Amazon.com or the like and buy books on basic kendo :D And two books on iaido (MJER and MSR), four on kenbu (Shinto-ryu kenbujutsu) and one on Seitei Jo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108517636384649294?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108517636384649294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108517636384649294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108517636384649294' title='Bibliography - Part 4'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108450394936027663</id><published>2004-05-13T22:09:00.000-03:00</published><updated>2004-05-14T00:05:49.360-03:00</updated><title type='text'>Bibliography - Part 3</title><content type='html'>Okay, PASTED the post to Notepad first this time :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is the only other "compendium" (kind of) that I have on Budo and the like. I have some more writings, but they aren't assembled in a single book, and anyway, I don't have that many works to begin with :P Wish I had those books from Tsukuba University... :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This list comes from "Bujutsu Sôsho", "Compilation of Writing on Martial Techniques". It is a rather old book, first published in the 4th year of the Taisho Era (1915). The book I've got has forewords by sensei Ogawa Kinnosuke, Kendo Hanshi, and sensei Saimura Goro, Kendo Hanshi. Those who are acquainted with the pre-WWII kendo scenario in Japan will certainly know better than I who they were.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some of the writings in this book are also featured in the "Budo no Meicho", so I will skip their description.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - &lt;em&gt;"Honchô Bugei Shoden" ("Small Account of the Martial Arts of the Land of the Rising Sun")&lt;/em&gt;, Hinatsu Yasuke&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is the most famous resource on the origins of the many Japanese martial arts styles. And this is also the oldest compilation known of this genre, being published in 1714 (4th year of the Shôtoku Era). Obviously, there are several inconsistencies, but nevertheless it is a priceless record of the many swordsmen of the past.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 - &lt;em&gt;"(Nihon Chûkô) Bujutsu Keifu Ryaku" ("Summarized Lineage of the Founders of the Japanese Martial Arts")&lt;/em&gt;, unknown author&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is nothing but a series of lineage, based on "Honchô Bugei Shoden". And it is a bit updated (whatever that means :D)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 - &lt;em&gt;"(Shinsen) Bujutsu Ryûso Roku" ("(Newly Chosen)Records of the Creators of the Martial Arts")&lt;/em&gt;, unknown author&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is another record on the styles and their creators.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 - &lt;em&gt;"Gekiken Sôdan" ("Compilation of Talks on the Swordsmanship")&lt;/em&gt;, Minamoto no Tokushû&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is a great compilation, featuring many, many styles of Japanese swordsmanship. Several styles that are totally unheard of. A wonderful resource.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 - &lt;em&gt;"Fudôchi" ("The Immovable Wisdom")&lt;/em&gt;, Takuan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is NOT the famous "Fudôchi Shinmyôroku" or "Kenjutsu Hôgo". This is the work that precedes it, being the closest (so far) to what is thought to be the original Takuan writing. But, not surprisingly, it is very similar to "Fudôchi Shinmyôroku".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6 - &lt;em&gt;"Taia-ki" ("Record of the Sword Taia")&lt;/em&gt;, Takuan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Another famous work by monk Takuan. This has been translated into many languages.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7 - &lt;em&gt;"Heihô Sanjûgo ka jô" ("35 Items on the Soldier Laws")&lt;/em&gt;, Miyamoto Musashi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I cited this in a previous post, if I'm not mistaken. It was written by Miyamoto Musashi himself, under orders of Kumamoto Lord, Hosokawa Tadatoshi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8 - &lt;em&gt;"Gorin no sho" ("Writing on the Five Rings")&lt;/em&gt;, Miyamoto Musashi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No comments needed on this one, methinks. :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9 - &lt;em&gt;"Enmei ryu Kenjutsu sho" ("Writing on the Sword Techniques of the Enmei Style")&lt;/em&gt;, Miyamoto Musashi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Another writing from Musashi. "Enmei ryu" is another way to call the famous "Niten Ichi ryu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10 - &lt;em&gt;"(Kenpô) Sekiun Sensei Sôden" ("Teachings on the Sword Laws of Master Sekiun")&lt;/em&gt;, Odegiri Ichiun&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is featured in the "Budo no Meicho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11 - &lt;em&gt;"Ittôsai Sensei Kenpô sho" ("Writings on the Sword Laws of Master Ittôsai")&lt;/em&gt;, Kotôda Toshisada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Needless to say, "Ittôsai" is Ito Ittosai, founder of the Itto-ryu style of kenjutsu. This is a work that, unlike the Yagyu Shinkage works, uses few Zen words or concepts, and has some divergence with Yagyu Munefuyu's works.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12 - &lt;em&gt;"(Yagyu ryu) Shinpisho" ("New Excerpts of the Hidden Teachings of the Yagyu style")&lt;/em&gt;, Sano Kanai&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The author is a disciple of Yagyu Muneari, son of Yagyu Munefuyu, grandson of Yagyu Tajima-no-kami Munenori. It is a description of the sword techniques of the Yagyu Shinkage ryu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13 - &lt;em&gt;"Tengu Geijutsu Ron" ("Discussion on the Artistical Techniques of the Tengu")&lt;/em&gt;, Itsusai Chozan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is just too famous a work. Also translated into many languages.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14 - &lt;em&gt;"Honshiki Sanmondô fu Unchû-ryu Kenjutsu Yôryô" ("Three Questions and Answers of the Original Knowledge (addendum: Important Things on the Sword Techniques of the Unchû style)"&lt;/em&gt;, unknown author(?)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;These are mostly about Yagyu ryu as well. The Unchû style was derived from Yagyu style.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15 - &lt;em&gt;"Kenjutsu Fushiki ron" ("Discussion on the Lack of Knowledge in the Sword Techniques")&lt;/em&gt;, Kimura Kyûsuke&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Another writing from Unchû ryu. It features a very interesting discussion between the master of this style and a visitor, explaining their points of view in a very logical fashion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16 - &lt;em&gt;"Kensetsu" ("Theories on the Sword")&lt;/em&gt;, Hirayama Shiryû&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A short writing, discussing the reason why one should practice swordsmanship.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17 - &lt;em&gt;"Kenchô" ("Indications on the Sword")&lt;/em&gt;, Hirayama Shiryû&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A kind of a complement to "Kensetsu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18 - &lt;em&gt;"Jôsei-shi Kendan" ("Talks about the Sword by Master Jôsei")&lt;/em&gt;, unknown author&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is a writing of the Shingyôtô ryu, founded by Iba Zesuiken Hideaki. It became one of the four most proeminent styles in the last years of the Tokugawa Shogunate, along with Hokushin Itto, Kyoshin Meichi and Shinto Munen styles. One interesting thing is that they feature lots of katas with two swords, though being very different from Musashi's Niten Ichi ryu. And in the beginning, they also used a unique weapon, called "Makuragatana", which resembles vaguely a trident. But the techniques involving this weapon were lost, unfortunately.&lt;br /&gt;This is a writing about the essence of kendo. It seems good.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19 - &lt;em&gt;"Kenkô" ("Thoughts on the Sword")&lt;/em&gt;, unknown author&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The author seems to be Jôsei. Jôsei was a disciple of Jôkei, disciple of Mizutani Gondayû Tadatatsu Jôchi, who was in his turn disciple of Iba Zeshinsai Hidehara Jôzen, the 2nd Sôke (representant of the style) of Shingyôtô ryu. It is a description of the sword katas of the Shingyôtô style.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20 - &lt;em&gt;"Kenpôki fu Fukugen" ("Chronicles on the Sword Laws (addendum: Auxiliary Words)")&lt;/em&gt;, Kubota Sugane&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Kubota Sugane was a master of Iai. Therefore, this work takes Iai (Iaijutsu, Battôjutsu etc.) as a basis to explain the Japanese swordsmanship. This was first published in 1839, 10 year of the Tenpô Era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21 - &lt;em&gt;"Kenpô Gekishi Ron" ("Discussion on the Slashes and Thrusts of the Sword Laws")&lt;/em&gt;, Mori Kageshizu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mori was a disciple of Chiba Shûsaku Narimasa, founder of the Hokushin Itto ryu. This is also a work from the 19th century.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And that's it for now. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I guess there will be one last part for the Bibliography. And then, I guess I'll keep on with random ramblings and, if I have time and will, a commented translation on one of all these aforementioned writings. Haven't thought which one, though. Most probably I'll translate one for beginners and the like, like "Kenjutsu Giron". But I'm not sure yet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And, as I posted before, such translation will be in Portuguese, so I apologise to the people who can't understand the language :/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108450394936027663?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108450394936027663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108450394936027663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108450394936027663' title='Bibliography - Part 3'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108432632652432414</id><published>2004-05-11T22:35:00.000-03:00</published><updated>2004-05-11T22:45:26.523-03:00</updated><title type='text'>About Suigetsu (the Moon reflected on the water) and Meikyô Shisui (the stillness of water as a clear mirror)</title><content type='html'>&lt;em&gt;Eis que é lançada a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ter uma vassoura sem ter pó a ser varrido é sinal de que há pó em seu espírito?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a qual, a seguinte resposta é dada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma vassoura para varrer o pó de acreditar que não há pó a ser varrido."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It is asked:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"To have a broom without having any dust to be swept is a proof that there is dust within your heart?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And it is answered:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It is a broom to sweep the dust that makes you think that there is no dust to be swept."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;an excerpt from "Kanzan Jittoku", featured in "Kenpô Gekishiron".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Very, very interesting :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The original text, in the form of poem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The question:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Haraubeki / Chiri mo aranu ni / Sono hôki // Motsu wa kokoro ni / Chiri no ariteka"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The answer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Haraubeki / Chiri mo aranu to / Iu chiri wo // Harawan tame no / Hôki narikeri to"&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108432632652432414?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108432632652432414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108432632652432414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108432632652432414' title='About Suigetsu (the Moon reflected on the water) and Meikyô Shisui (the stillness of water as a clear mirror)'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108424311749247417</id><published>2004-05-10T23:34:00.000-03:00</published><updated>2004-05-10T23:38:37.493-03:00</updated><title type='text'>Random Anger Moment</title><content type='html'>GREAT. I had just written a LONG post listing the 3rd part of the Bibliography, but this dang Blogspot just crashed and I lost the post. BEAUTIFUL. This is to learn to ALWAYS paste a copy on Notepad BEFORE attempting this foolishness of submitting a post to Blogger.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I will post the 3rd part another day, when I have the time and will.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108424311749247417?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108424311749247417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108424311749247417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108424311749247417' title='Random Anger Moment'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108407430116462276</id><published>2004-05-09T00:14:00.000-03:00</published><updated>2004-05-09T00:52:57.060-03:00</updated><title type='text'>Bibliography - Part 2</title><content type='html'>Just read my previous post and noticed that there is some kind of discussion to be made about some subjects. I will try to remember them and post my comments on them afterwards here.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For now, I want to list some more writings. This time, it comes from a book called "Kendo Hiyô" ("The hidden important aspects of Kendo"). It was first published in the 42nd year of the Meiji Era (1909), but the book I read was a reprint of it, dated of 1981. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This book is a collection of works about the just too famous swordsman, Miyamoto Musashi, and it comprises the following writings:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - &lt;em&gt;"Gorin no Sho" ("Writing of the Five Rings")&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is the most famous work by Miyamoto Musashi, and there are many translations available in many languages. This version I have is written in a rather old Japanese (i.e., hard to read for me) and has many interesting comments by sensei Mihashi Kan-ichiro, a Kendo Hanshi from the Dai Nippon Butokukai. Let's not forget that in the year that this book (the "Kendo Hiyô") was published, there was no ZNKR/IKF yet, but rather the Dai Nippon Butokukai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- &lt;em&gt;"Heihô Gohô no Maki" ("Scroll of the Five Laws of the Soldier Laws(kenjutsu)")&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is a kind of a summary of the "Gorin no Sho". It was written by Musashi and handed to his best disciple, Terao Kyûmanosuke Nobuyuki. it even lists the Gohô no Kamae, starting with the famous "Kissaki kaeshi Chûdan". It is NOT the "Heihô Sanjû Goka jô" ("35 articles of the Soldier Laws"), written by Musashi under the orders of the Higo Lord, Hosokawa Tadatoshi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The other writings are from Musashi's disciples, not from Musashi himself. Therefore, though most things match Musashi's teachings, there are some twists and addenda from the disciples themselves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 - &lt;em&gt;"Heihô Shin-ki-tai Oboegaki" ("Record Remembering the Spirit, Energy and Body from the Soldier Laws")&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;4 - &lt;em&gt;"Senki Niten ryu" ("Opportunity at war, style of Two Heavens (Niten)")&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;5 - &lt;em&gt;"Musashi ryu Shugyô Kokoroe no Koto" ("Things to be Kept in Mind When Improving Yourself, from the Style of Musashi") &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;6 - &lt;em&gt;"Nitô Ichi ryu Gokui Jôjô" ("Items of the Supreme Meaning of the Niten Ichi style")&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And then, last but not least, the&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7 - &lt;em&gt;"Niten-ki" ("Records of the Two Heavens (Niten)")&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is a record, made by Musashi's disciples, about Musashi's life and his deeds. Obviously, as it was written by Musashi's disciples, there are many... how to say, "embellishments" of their master's deeds, so to speak. :D The novel "Musashi", by Yoshikawa Eiji, was mainly based upon this record. The too famous duel with Sasaki Kojiro is reported in this record, as the fight with the Yoshioka family.&lt;br /&gt;All in all, it is obviously a very interesting record, but hardly trustworthy in my opinion. Just as an example, there is a record on the Yoshioka family, and not surprisingly, Musashi does NOT defeat so many Yoshioka swordsmen (of course, this source is not that trustworthy either, but it shows how contradictory things can be :D). Furthermore, there are records showing that the Yoshioka family survived even after the match with Musashi, handing down their style to the next generations.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These are the writings concerning Musashi and the Niten Ichi ryu, but obviously there are many more writings on them. As written above, Musashi wrote the "Heihô Sanjû Goka jô", and also the "Enmei-ryu Kenjutsu-sho", just to name two writings that aren't featured in this book.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108407430116462276?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108407430116462276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108407430116462276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108407430116462276' title='Bibliography - Part 2'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108388795220106679</id><published>2004-05-06T19:16:00.000-03:00</published><updated>2004-05-06T21:03:38.810-03:00</updated><title type='text'>Bibliography - Part 1</title><content type='html'>Just as a curiosity, I will list the material that I have so far... these material will be the basis (hopefully) for me to study and comment on or will be translated (?!) into Portuguese... someday (?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This time, I will list the writings that were assembled together and published in a book called "Budo no Meicho" ("Famous writings of Budo"). Some are presented as an abridged work, whereas others are presented as unabridged. This is a famous book, published in 1979. However, it's out of print now and God knows when this is going to be republished again :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 - &lt;em&gt;"Neko no myôjutsu" ("The ultimate technique of the cat")&lt;/em&gt;, Itsusai Chozan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;The autor is often referred as "Shissai Chozan", but I prefer "Itsusai Chozan" because it's more faithful to the kanji :) This is one of the most "basic" writings a budo practitioner should study. This writing is often presented in a Ono-ha or Nakanishi-ha Ittô ryu kenjutsu context, but actually it's just a part of a much larger work, called "Inaka Zôshi". This comes from the 18th century, and heavily influenced by Sôji, a philosopher often compared to Rôshi, or Lao-tzu. The author has written a famous work, published in many languages, called "Tengu Geijutsu-ron".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 - &lt;em&gt;"Geijutsu futaba no hajime"("The sprout of the arts")&lt;/em&gt;, Kokenken Ryokusui&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is not so famous a writing. It was written as a complement to the aforementioned "Tengu Geijutsu-ron", since this was meant for advanced practitioners. Therefore, this "Geijutsu futaba no hajime" is meant for the beginners, as the title itself says.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 - &lt;em&gt;"Shigeisetsu"("Explanations on the Four Arts")&lt;/em&gt;, Udono Nagayasu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is a writing by an expert of Tadanari-ha Ittô ryu kenjutsu. Later, he mastered also Heki-ryu kyûjutsu, Kinju-ryu bajutsu and Hôzôin-ryu sôjutsu. Hence, the "Four Arts" mentioned in the title: the study of sword, archery, horsemanship and spear.&lt;br /&gt;This work is divided in six chapters:&lt;br /&gt;1) Kyûjutsu no setsu (Explanations on archery)&lt;br /&gt;2) Bajutsu no setsu (Explanations on horsemanship)&lt;br /&gt;3) Kenjutsu no setsu (Explanations on swordsmanship)&lt;br /&gt;4) Sôjutsu no setsu (Explanations on... spearsmanship? Dunno the word... :P)&lt;br /&gt;5) Shigei no shinjutsu (The mental/spiritual techniques of the four arts)&lt;br /&gt;6) Bushi no kokoroe (What a warrior should always keep in mind)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4 - &lt;em&gt;"Sekiun-ryu Kenjutsu-sho" ("Writing on the Sekiun style of swordsmanship")&lt;/em&gt;, Odegiri Ichiun&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is my all-time favorite writing O_O Apart from the description of the evolution of the sword arts, what I like most in this writing is the concept of "Ai-nuke" and "Chikushô-shin".&lt;br /&gt;For those who don't know, Sekiun-ryu is a kenjutsu style devised by Harigaya Sekiun, based on the Shinkage-ryu. The style put a tremendous emphsasis on the energy ("ki" or "ch'i" for the Chinese) of the practitioner, almost forfeiting the sword movements themselves (the so-called "kata" or "seihô" or "kumiuchi"). Therefore, it looked like every practitioner was from a different kenjutsu style. After Harigaya Sekiun, Odegiri Ichiun (the author of this writing) became the headmaster of the style and after him, Mariya Enshirô Gikyoku.&lt;br /&gt;Two thumbs up for this writing!&lt;br /&gt;And I am still searching for the other Sekiun-ryu related writing, the "Jisoku Ikei-hô Zenshû", by Kawamura Yagorôbê Hideharu, a disciple of Mariya Enshirô. If someone finds this writing, please DO let me know ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 - &lt;em&gt;"Menhei-hô no Ki"/"Heihô Yurushi no Ki" ("Allowed Record of Soldier Laws (Kenjutsu/Martial Arts)")&lt;/em&gt;, Fujiwara no Takanobu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is a work by a probable master of Shinkage-ryu, given its content (the "Marobashi" word, for instance).&lt;br /&gt;There are 20 topics that the author comments on. I won't list them all because it's a nuisance :P I think that many of the comments made and the topics are closely related to the modern kendo still, so although it's a hard stuff to read (at least for myself :P), it may be a good reference for the practitioners, methinks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6 - &lt;em&gt;"Kenjutsuron"("Discussion on the Sword Arts")&lt;/em&gt;, Otsuka Yoshioki&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Another writing from a lesser known style for the general(?) public: the Mugen-ryu. This style was created by a certain Miura Gen-emon Masatame, who spent his youth from 12 to 37 practicing the sword arts. He mastered no less than &lt;strong&gt;EIGHTEEN&lt;/strong&gt;(!!!) styles: Ittô-ryu, Yamaguchi-ryu, Toda-ryu, Shin-ryu, Yoshioka-ryu, Ganshi-ryu, Jigen-ryu, Shinkage-ryu, Shinshin-ryu, Kurama-ryu, Tôgun-ryu, Musashi-ryu, Imaeda-ryu, Asayama Ichiden-ryu, Yôshin-ryu, Inazuma-ryu, Bokuden-ryu and Zuihen-ryu. He got the best from all these styles and tried to reach the Ultimate Truth. He attained that when he heard the ring of a bell and then he created the Mugen-ryu style in 1683.&lt;br /&gt;Divided in two part, this writing comments one or two things about the way one should practice and learn swordsmanship. Also, he comments on the use, advantages and disadvantages of several arts and weapons, before finally commenting on two budo writings: Tengu Geijutsu-ron and Bushi-kun. Some of the remarks are quite interesting.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7 - &lt;em&gt;"Kenjutsu Giron" ("A Just Discussion on the Sword Arts")&lt;/em&gt;, Yamazaki Toshihide&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is a writing published in 1791. It's presented in a question-and-answer format. Very very interesting. When it was published, it was highly recommended for beginners, not because there are detailed explanations of techniques and such, but because it discusses about the meaning of practising the sword arts. &lt;br /&gt;To be honest, I have only given it a peek, so I can't make any good comments on it so far :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8 - &lt;em&gt;"Heijutsu Yôkun" ("Important Teachings of Soldier Techniques (Swordsmanship)"&lt;/em&gt;, Adachi Masachika&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Another one that I haven't read... to be frank, I haven't read the writings further than the 6th text :P Therefore, I can't comment on them. &lt;br /&gt;About this writing, it is divided in two parts, having 20 topics total. 7 for the first part, 13 for the second. It seems to comment on many things, including the use of "tsuba" (sword guard), the length of the sword and so on.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9 - &lt;em&gt;"Kenjutsu Hiden Hitori Shûgyô" ("Secret teaching for mastering kenjutsu alone")&lt;/em&gt;, Sen-en&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Somehow I feel it will be &lt;strong&gt;extremely&lt;/strong&gt; dangerous if someone translates this book :D From the quick look I gave at it, it explains about the most basic teaching of swordsmanship, showing the most basic types of "Kamae" ("stance") and cuts ("Kesagake", "Ichimonji-giri", "Agekesa") first then in the second part it discusses a bit of the more theoretic aspects and the so-called "hidden" aspects of swordsmanship.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10 - &lt;em&gt;"Ittô-ryu Heihô Tôhô Kigen" ("Origin of the use of 'Bogu' and 'Shinai' in the Ittô style of Soldier Laws")&lt;/em&gt;, Nakanishi Zesuke&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;This&lt;/strong&gt; is interesting :D I have read this because I always had a curiosity to know why they created the training with 'Bogu' and 'Shinai'. Those who know about the early origins of this kind of training will surely remember that it began with Jiki Shinkage-ryu and then Ittô-ryu. And this writing exposes the context where this kind of training was created, its purpose and its consequences. Very interesting and it only shows that the debate between people who practice kendo as a sport and as a budo is nothing new :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;11 - &lt;em&gt;"Tôkashû" ("Collection of the Death of the Emperor(?!?!?!?!?!)")&lt;/em&gt;, Terada Masakiyo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Well, I don't know ANYTHING about this writing, starting with the meaning of its name :D What the heck is that title?! Perhaps I will find that out (hopefully) when I actually read the writing...&lt;br /&gt;This is a jûjutsu writing from Kitô-ryu. Those who practice Kôdôkan judo know much better than I that the Katas of the Kôdôkan, created by Kanô Jigorô, were based upon the Kitô-ryu katas. That's everything I know about this one.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12 - &lt;em&gt;"Jûdô Uchû Mondô" ("Questions and Answers about Judo under the Rain")&lt;/em&gt;, Mizuno Tadayuki&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Another 18th century writing, also from the Kitô-ryu jûjutsu. Another writing that I have no clue what it's about :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;13 - &lt;em&gt;"Teizen-ryu Yawara Gokuhi Jimon Jitô" ("Self-questions and self-answers of the secrets of the Teizen style of yawara")&lt;/em&gt;, Ono Yûsei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I guess everyone knows this, but "Yawara" is just another word for "Jûjutsu". This writing (again, from the 18th century) passed to the Shibukawa-ryu jûjutsu, according to this book. Ask me if I have read it :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;14 - &lt;em&gt;"Jûjutsu Tai-i Kugi" ("Faithful telling of the great meaning of Jûjutsu")&lt;/em&gt;, Shibukawa Tokifusa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Talking about Shibukawa-ryu, here is a writing from that jûjutsu style, which is derived from the just too famous Sekiguchi-ryu style of jûjutsu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;15 - &lt;em&gt;"Shinshin-ryu Yawara kaki" ("Writing on the Shinshin style of Jûjutsu")&lt;/em&gt;, Nozaki Haramichi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;This is a much more recent(?) writing, dated of 1853. It is divided in 9 parts. This book "Budo no Meicho" features only an excerpt of it, namely some excerpts from the parts (chapters) 4 and 5 ("Betsuden" - "Other transmission").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;16 - &lt;em&gt;"Sekiguchi-ryu Yawara Gokui sho" ("Writing on the Supreme Meaning of the Sekiguchi style of Jûjutsu")&lt;/em&gt;, Sekiguchi Man-hei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Needless to say, I haven't read this one either :P This work is divided in 4 parts, though the book I have feature only the first three parts. The 3rd part is dedicated only to the "douka" of the style, the poems describing the teachings of the style. I have given it a peek and it seems interesting. An example:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Keiko seba / katachi ya hara ni / kokoro tsuke // shin no atsukai / kufû kan-yô"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;meaning&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"at practice / in the form and in the abdomen / your attention shall be focused // the true divine use / needs much your improvement"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17 - &lt;em&gt;"Shagaku Yôroku" ("Important Records of the Discipline of Archery")&lt;/em&gt;, Hirase Mitsuo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Needless to say, I haven't read this one either :P This is divided in two parts and has more than 200 topics. However, this book I have features only one or two excerpts of this writing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;18 - &lt;em&gt;"Sezoku Tsûyô Shô Ba-shû" ("Compilation of Horsemanship that would be Laughable for the World", or something like that...)&lt;/em&gt;, Sugawara Iho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;And now for a writing on horsemanship. It is divided in four parts, but this book features only the first two parts. The fourth part features the eight mounted archery techniques, namely "Yatsumato", "Marumono", "Hasamimono", "Kusajishi", "Karikura", "Inu-ou-mono", "Yabusame" and "Kasagake". It's a pity that this book doesn't feature this in its entirety... :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19 - &lt;em&gt;"Shika Seiyô" ("Righteous Importance of Stopping the Spearhead")&lt;/em&gt;, Oono Tôkaku(?)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Another writing from the 19th century, just before the arrival of the Black Ships of Commodore Perry. Again, this book doesn't feature this work in its entirety, just the first 12 parts from a total of 14. I really don't know what this work is about, but, judging from the title, I think it defends the importance of the Budo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20 - &lt;em&gt;"Kenroku" ("Records of the Martial Arts")&lt;/em&gt;, Hagiu Sorai&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Another work on the spear. And another work that isn't totally featured in the book. There are 20 chapters plus Introduction, and only the Introduction and the 11th chapter are featured.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And I guess that's enough for now... I'll try to put more writings I have in other posts. But later, because I'm fed up with typing right now :P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108388795220106679?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108388795220106679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108388795220106679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108388795220106679' title='Bibliography - Part 1'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108380813553343216</id><published>2004-05-05T22:45:00.000-03:00</published><updated>2004-05-05T22:53:21.013-03:00</updated><title type='text'>A note about the language</title><content type='html'>I was thinking about what language I'd use to post in this blog... I guess I'll do the following:&lt;br /&gt;- random blabbery: in English&lt;br /&gt;- things that may (perhaps) be of importance: in Portuguese&lt;br /&gt;I am sorry for choosing Portuguese over English in this, but there is a &lt;strong&gt;severe&lt;/strong&gt; lack of good material in Portuguese, while there are many good books and references in English. Therefore, I am thinking about making a little contribution of mine, so that people will have a little bit of good (?) stuff in Portuguese too. Let's see if this works or not :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108380813553343216?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108380813553343216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108380813553343216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108380813553343216' title='A note about the language'/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108207796093934912</id><published>2004-04-15T22:09:00.000-03:00</published><updated>2004-04-15T22:16:39.450-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>By the way, talking about visitors: this blog is not intended to be in the 50 most accessed blogs or the like. Actually, this is just a small space so I can post some random garbage, so, to be VERY frank, I don't care much about visitors and such, though of course I mean no disrespect to any visitor who happens to stumble upon this blog :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108207796093934912?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108207796093934912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108207796093934912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108207796093934912' title=''/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108207778799470193</id><published>2004-04-15T22:08:00.000-03:00</published><updated>2004-04-15T22:13:46.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Still a long way to go in order to get some decent(?) face to this blog. Thankfully, there are &lt;strong&gt;NO&lt;/strong&gt; visitors so far, so I can change things a lot without any problem :P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108207778799470193?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108207778799470193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108207778799470193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108207778799470193' title=''/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108199228924029719</id><published>2004-04-14T22:20:00.000-03:00</published><updated>2004-04-14T22:37:36.106-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;What is this blog for?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is just a weird idea I had. I guess I have too much time in my hands :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As the name of the blog says, it's a kendorrhea, rhyming with stuff like gonorrhea and such :D Therefore, I intend to post random thoughts of mine on kendo and related arts. Obviously, those thoughts are only mine and reflects only &lt;strong&gt;MY&lt;/strong&gt; views. Therefore it seems like a disease (though not a STD like gonorrhea :D) and hence the name of the blog :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do not expect frequent updates, though. I will post random blabbery here only when I feel like to, sorry :P And sometimes in an arcane language, for those who don't know Portuguese or Japanese :D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108199228924029719?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108199228924029719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108199228924029719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108199228924029719' title=''/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6778750.post-108199167320091661</id><published>2004-04-14T22:13:00.000-03:00</published><updated>2004-04-14T22:18:30.263-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>The first post of the first blog I've ever created... let's see if this works or not :P&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6778750-108199167320091661?l=kendorrhea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108199167320091661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6778750/posts/default/108199167320091661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kendorrhea.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108199167320091661' title=''/><author><name>ToscoTrans</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12881250205502297231</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
